
A modalidade de vendas através do WhatsApp já representa 26% do faturamento com delivery nos bares e restaurantes, informa pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) realizada com mais de 2 mil donos de estabelecimentos do setor alimentício pelo país. Apesar do crescimento, a presença do aplicativo ainda é menor que a das plataformas de terceiros, a exemplo do iFood. O estudo, que permitia mais de uma resposta, aponta que em 2025 78% dos restaurantes utilizam esses canais, enquanto 41% recebem pedidos por telefone e 39% investem em aplicativos ou sites próprios.
Junto à popularização do serviço de mensagem como canal de pedidos, houve um aumento no uso de inteligência artificial no atendimento, com 38% dos estabalecimentos utilizando algum tipo de automação em 2025. De acordo com a pesquisa, o delivery sofreu uma leve queda no setor de alimentação fora do lar, indo de 78% para 71% entre 2022 e 2025. Essa queda reflete na participação do delivery no faturamento dos negócios. A principal justificativa é a fata de viabilidade financeira (32%), outros 30% afirmam avaliar a possibilidade e 27% mencionam dificuldades estruturais. Já 24% dos entrevistados alegam falta de estrutura própria e que não desejam contratar serviços terceirizados.
“O delivery continua sendo um canal estratégico para bares e restaurantes, mas estamos vendo um movimento de reequilíbrio, com mais clientes optando por ir ao salão, um comportamento natural após anos de pandemia e restrições. O desafio agora é garantir que o serviço seja sustentável para os negócios. O crescimento do WhatsApp é natural, pois dá mais controle aos estabelecimentos”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, que destaca a relevância do modelo, mas considerando a influência do consumo presencial nos números.
A forma de entrega dos pedidos também apresenta variações, com 39% funcionando com entregadores próprios, enquanto outros 36% operam com contratos full-service, que integram entrega e marketplace. Empresas terceirizadas são a opção de 30% e 26% recorrem a entregadores autônomos por demanda. “A diversificação nos modelos de entrega se dá em função do custo e da demanda. Muitos optam por ter entregadores próprios, mas recorrem a entregadores terceirizados nos horários de pico. Outros não têm estrutura para contratar entregadores, por isso recorrem a autônomos”, conclui Solmucci.

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