Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro. Foto: Ana Paula Paiva.

No início do mês de maio, a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, apresentou uma proposta de acordo de delação premiada às autoridades. Na última quinta-feira (21), a Polícia Federal decidiu recusar a colaboração após julgarem inconsistentes as informações fornecidas pelo investigado e sua defesa. Os agentes federais confrontaram as informações com as provas e indícios reunidos desde 2024, quando a PF começou a apurar a emissão de títulos de créditos financeiros sem a devida cobertura.

A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem a palavra final sobre a validade do acordo. Enquanto isso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) segue avaliando a proposta de delação premiada. Caso a instituição aceite, as cláusulas da colaboração deverão ser submetidas ao ministro.

Vorcaro foi preso pela terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal.

Mendonça atendeu pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas para os outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.

Polícia Federal. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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