Jair Bolsonaro. Foto: Adriano Machado/Reuters

Nesta terça-feira (26), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que a Polícia Penal do Distrito Federal a realize vigilância integral na casa de Jair Bolsonaro. A decisão acontece em meio a prisão domiciliar do ex-presidente, e às vésperas do julgamento — previsto para iniciar no dia 2 de setembro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou parecer favorável após o ministro receber uma cópia do pedido inicial de monitoramento integral do ex-presidente. O documento foi enviado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, com a justificativa de garantir a “aplicação da lei penal”.

“O monitoramento realizado pelas equipes da Polícia Penal do Distrito Federal deverá evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança; ficando ao seu critério a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem”, afirmou Moraes.

Apesar da procuradoria não citar risco de fuga, Moraes citou — na decisão — o documento de pedido de asilo político à Argentina encontrado no celular de Bolsonaro no âmbito das investigações sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. “Assim, considerando a proximidade do julgamento de mérito da AP 2.668/DF [denúncia do golpe] e o fundado quanto à suficiência das medidas cautelares decretadas, verifica-se adequado e necessário o monitoramento do réu e investigado Jair Messias Bolsonaro”, disse o ministro do STF.

Jair Bolsonaro. Foto: Tânia Rego

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