
Idealizado e presidido pelo modelo e empresário Carlos Cruz, o Periferia do Futuro lançará, durante a folia de 2026, a campanha ‘Sem Racismo o Carnaval Brilha Mais’. A ação, que recebeu o aval da ministra da Iguadade Racial, Anielle Franco, tem o objetivo de fomentar emprego e geração de renda para a juventude negra e periférica da capital baiana. Os modelos que integram o projeto estarão presentes em diversos pontos da cidade, ampliando a visibilidade da pauta antirracista em um dos maiores eventos populares do país.
Mais de 100 jovens vinculados ao projeto atuarão diretamente em ações de customização de abadás, maquiagem, cabelo e penteados, além de desempenharem funções como recepcionistas, promotores e influenciadores, ocupando camarotes e espaços de grande visibilidade da festa. A iniciativa reafirma o reconhecimento institucional do projeto como uma ferramenta estratégica no enfrentamento ao racismo estrutural e às desigualdades sociais.
“O reconhecimento reafirma a potência do nosso trabalho e o compromisso com uma sociedade mais justa, onde a juventude negra tenha acesso a oportunidades reais de trabalho, renda e visibilidade”, afirma Carlos Cruz, enquanto destaca o entusiasmo com a escolha da ministra Anielle Franco e com o acompanhamento próximo do Secretário de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo no Ministério da Igualdade Racial (MIR), Tiago Santana.
Periferia do Futuro
Atualmente, o projeto reúne cerca de 300 jovens que participam ativamente do projeto, que utilizam a moda como instrumento de crescimento, inclusão produtiva e transformação de vidas. Por meio da arte, da estética e da profissionalização, são criadas oportunidades concretas de acesso ao mercado de trabalho e à economia criativa.
No final do ano passado, em conversa com o Anota Bahia, Carlos Cruz, destacou que criou o projeto com o intuito de capacitar os jovens e prepará-los para o mercado de trabalho. Além do viés artístico, a missão é fortalecer a questão educacional e econômica das comunidades.
“As barreiras começam quando somos 86% da população e perdemos muito da juventude para o tráfico e para a criminalidade que acomete hoje Salvador, como todas as grandes capitais do nosso país. E de fato, a Periferia do Futuro vem com um papel de inclusão, para que a gente consiga trazer esses jovens para a arte e que a arte chegue antes da bala”, declarou Cruz.
O empresário baiano também falou da responsabilidade de poder contribuir com o desenvolvimento das comunidades: “De fato, esse discurso me impacta muito, porque perdi muito dos meus amigos. Hoje eu tenho 256 jovens que sonham com a arte como um fator principal pra conviver e viver dentro dessa cidade”.

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