
Um projeto de lei propõe transformar o Afoxé Filhas de Gandhy em Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Salvador. A iniciativa busca reconhecer e preservar a trajetória do primeiro afoxé feminino do Brasil, criado em 1979. O projeto é do vereador Felipe Santana (PSB)
A agremiação foi fundada por Glicéria Vasconcelos e atualmente é coordenada por sua filha, a artista Silvana Magda. Ao longo das décadas, o grupo se consolidou como símbolo de resistência dentro do Carnaval soteropolitano, especialmente entre os blocos de menor apelo comercial.
Na justificativa do projeto, o vereador destaca o papel pioneiro do afoxé na ampliação da presença feminina nesse tipo de manifestação cultural. Segundo ele, o grupo “surge como marco histórico ao inaugurar o protagonismo feminino dentro dessa tradição cultural, rompendo barreiras de gênero e ampliando a participação das mulheres — especialmente mulheres negras — nos espaços de expressão cultural e religiosa”.
Além da atuação no Carnaval, o afoxé desenvolve projetos educativos e comunitários durante todo o ano. Cerca de 800 mulheres participam de atividades formativas e culturais promovidas pela instituição, que também contribuem para a economia criativa e para a inclusão social em comunidades populares.
Responsável pela produção e captação de projetos do grupo, Franciane Simplício destacou o impacto social das iniciativas. “Através dos nossos cursos, conseguimos transformar a vida de diversas mulheres que passam por aqui durante todo o ano. A nossa ideia é que este projeto ajude no processo de transformação da realidade dessas mulheres e contribua para a autonomia delas”, afirmou.

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