Protesto em Cuba. Foto: Yamil Lage/AFP.

Milhares de pessoas saíram às ruas no último domingo (11), em vários pontos de Cuba, incluindo Havana, a capital, para protestar contra o governo local. O estopim da manifestação aconteceu na cidade de San Antonio de los Baños, periferia da capital, devido aos longos apagões de eletricidade. Além disso, os protestantes exigiam a celeridade no processo de vacinação na ilha. Até o momento, de acordo com o Our World In Data, 7,16 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 já foram aplicadas em Cuba. Ao todo, a população estimada na ilha é de 11,2 milhões, sendo que 1,74 milhões já receberam a segunda dose, o que representa pouco mais de 15% de todos os cubanos.

Sem dúvida a situação sanitária em Cuba é preocupante, no último sábado a ilha registrou pelo terceiro dia consecutivo o maior número de novos casos e mortes por Covid-19; foram 6,923 infecções e 47 óbitos. Os protestos, no entanto, ganharam proporções gerais, sob gritos de ‘liberdade’ e ‘abaixo a ditadura’ as ruas foram ocupadas em um dos maiores protestos desde os anos 90. As manifestações foram transmitidas pelas redes sociais, o que ateou fogo à revolta.

Miguel Diaz-Canel, presidente de Cuba e o primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista, fez um pronunciamento na televisão. “Não vamos admitir que nenhum contra-revolucionário, nenhum mercenário, nenhum vendido ao governo dos Estados Unidos, vendido ao império, recebendo dinheiro das agências, se deixando levar por todas as estratégias de subversão ideológica, desestabilize nosso país”, disse Diaz-Canel.