
Com um investimento de R$ 13,6 milhões, a requalificação do Teatro Vila Velha, no Campo Grande, entrou na reta final e já conta com 82% da obra concluída. Essa última etapa está voltada à finalização dos forros acústicos, pintura geral e tratamento de pisos, tanto os de alta resistência quanto o tradicional piso de madeira do palco principal. A previsão é de que as intervenções sejam entregues no início do segundo semestre.
Dentre as mudanças concretizadas, o equipamento cultural ganhou uma nova passarela em estrutura metálica integrada ao Passeio Público, uma subestação de energia e novos módulos de depósito para materiais cenográficos. Ainda falta concluir as instalações de esquadrias e o revestimento em telhas metálicas perfuradas.
No interior do teatro, os sistemas de ar-condicionado, a parte acústica e a elétrica já foram requalificadas. Da nova área administrativa em estrutura metálica às salas de ensaio, camarins e áreas de convivência, como o Café/Bar e o Foyer, todos os espaços estão recebendo climatização e sistemas de alarme de última geração.
“A obra está sendo conduzida muito bem e, em breve, a gente vai retomar um teatro importantíssimo para a vida cultural da cidade. O projeto da Fundação Mário Leal Ferreira é muito bom, e a execução está sendo muito positiva, com astral de grande felicidade de toda a equipe do Vila por essa reestruturação e reforma. Esse equipamento vai ser entregue muito mais moderno e muito mais potente”, afirmou o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro.
Equipamento histórico-cultural
Inaugurado em 1964, após uma ampla campanha levada à frente pelo primeiro grupo profissional de teatro da Bahia, a Sociedade Teatro dos Novos, o espaço cultural trouxe na sua estreia a Batucada da Escola de Samba Juventude do Garcia e também os experimentos dos jovens Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Tom Zé no show “Nós, por Exemplo”.
Em 1968, com o decreto do Ato Institucional do Governo Militar (AI-5), o teatro abrigou artistas, jornalistas e membros da comunidade em protesto pela atuação truculenta da censura em ensaio aberto da peça Senhoritas, que seria encenada no Teatro Castro Alves e acabou interditada.
O Vila também foi o lugar escolhido para os julgamentos dos processos post mortem de Carlos Marighella e Glauber Rocha, absolvidos de crimes imputados pelo regime militar e cujas famílias, nas mesmas sessões, receberam pedidos formais de desculpas do Estado brasileiro.


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