8 de janeiro de 2023. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma reunião do colégio de líderes vai discutir, nesta quarta-feira (17), a urgência do PL da Anistia, que prevê a não punição dos condenados por tentativa de golpe de Estado. O encontro foi marcado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. A pauta da anistia voltou a ganhar força após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. Se a urgência for aprovada, o projeto pode ser votado no Plenário a qualquer momento.

O Partido Liberal (PL) defende que a anistia deve ser ampla para todos os condenados pelo 8 de janeiro de 2023. “A anistia não ignora os erros. Ela os reconhece e, ainda assim, opta por reconciliar. Ela abre a porta para o perdão, a estabilidade institucional e a pacificação nacional”, afirma o líder da sigla, o deputado Sóstenes Cavalcante.

Já os partidos da base governista afirmam que a anistia a crimes contra a democracia é inconstitucional: “Golpe contra a democracia não se perdoa: quem planejou deve responder perante a Constituição e a Justiça”, afirmou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

Em entrevista ao Anota Bahia, durante o 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, o presidente do PL Bahia, João Roma, afirmou que há um grau de amadurecimento da ideia “inclusive de partidos que não são exatamente vinculados nem mesmo à direita ou a Bolsonaro”.

“O que se percebe é que em outros momentos da história do Brasil já se recorreu à questão da anistia. E o que nós defendemos e prezamos não é uma queda de braços, não é um nosso contra eles, mas sim, serenar os ânimos do nosso Brasil e que a gente possa construir um futuro para a nossa população”, destacou.

Hugo Motta. Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

Receba também as atualizações do Anota Bahia no: ThreadsGoogle NotíciasTwitterFacebook,  InstagramLinkedIn e Spotify