Rosamaria Murtinho em “Uma Vida em Cores”. Foto: Divulgação

Aos 93 anos, Rosamaria Murtinho sobe ao palco ao lado da neta Sofia Mendonça em uma montagem que une memória, afeto e potência criativa entre gerações. Em “Uma Vida em Cores”, uma mulher experiente, irreverente e cheia de histórias para contar encontra uma jovem jornalista, estagiária da Vogue americana, que recebe a missão de entrevistá-la. A montagem, com texto e direção de Cacau Hygino, ganha sessões nos dias 19 e 20 de setembro, no Teatro Jorge Amado, em Salvador.

Inspirada na trajetória de Iris Apfel — referência mundial de estilo, irreverência e liberdade criativa, falecida em 1 de março de 2024 aos 101 anos — a peça celebra a potência da maturidade, a reinvenção constante e a recusa em aceitar os limites impostos pela idade. A atual versão abandona o formato de monólogo e transforma a narrativa em um diálogo entre Iris e Emily.

O que começa como entrevista formal se transforma em um jogo de provocações, humor e cumplicidade. Entre memórias, reflexões e confidências, surgem temas como Etarismo, Moda como identidade, Amor e luto, Escolhas e legado além do Valor do tempo vivido.

A dramaturgia mistura ficção e memória afetiva, incorporando episódios reais da trajetória de Iris, inclusive sua relação de 68 anos com o marido, Carl Apfel. No palco, o encontro entre Rosamaria e Sofia ultrapassa o texto. A relação real entre avó e neta adiciona uma camada de autenticidade à narrativa e reforça o eixo central da obra: a troca entre gerações.

A temporada em Salvador chega à convite do projeto Catálogo Brasileiro de Teatro, uma iniciativa do diretor artístico Fred Soares, realizada pela DaGente Produções. Os ingressos estão disponíveis através da plataforma Sympla.

Sofia Mendonça e Rosamaria Murtinho em “Uma Vida em Cores”. Foto: Divulgação

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