
O vandalismo em equipamentos públicos de Salvador gera prejuízo anual de mais de R$ 500 mil aos cofres da Prefeitura, valor suficiente para construir uma praça de médio porte ou duas pequenas. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Urbano (Desal), os danos incluem uso inadequado de brinquedos, furtos de materiais e depredação de equipamentos em praças, além de depredações e roubos de barras, cabos de energia e luminárias em passarelas.
Para reduzir os prejuízos, a Desal tem instalado equipamentos mais resistentes e reforçado campanhas de conscientização. O presidente da companhia, Virgílio Daltro, afirmou: “Queremos que o cidadão cuide das praças e espaços públicos. Quanto mais os equipamentos durarem, mais áreas poderão ser construídas em vez de gastos com reparos”.
Um exemplo recente foi o Largo do Papagaio, entregue em 13 de janeiro e vandalizado uma semana depois. O balanço destinado a pessoas com deficiência foi usado indevidamente, gerando danos. Moradores registraram vídeos da ação, que contou com a intervenção de mães solidárias.
Diariamente, equipes da Desal realizam manutenção de praças e passarelas, atendendo solicitações da Ouvidoria, da Prefeitura e de veículos de comunicação. A Desal é a única fábrica pública de mobiliário urbano da América Latina, produzindo cerca de 50 mil peças por ano, incluindo bancos, mesas, estruturas para esportes e monumentos, como o reproduzido do artista baiano Mário Cravo.
A Guarda Civil Municipal reforça o patrulhamento em bairros da capital, com atenção especial ao furto de fios. A população pode colaborar denunciando atos de vandalismo pelo número (71) 99623-4955, enviando mensagens curtas, vídeos e localização da ocorrência.

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