“SOBEJO” de Eddy Veríssimo. Foto: Jorge Jesus

Cerca de 30 atividades entre espetáculos, oficinas, mesas temáticas, exibição de documentários, feira de empreendedoras negras e encontro gastronômico integram a programação do ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras, em Salvador. Entre os dias 7 e 15 de agosto, as atrações estarão distribuídas em sete espaços culturais e quatro escolas públicas da capital, sob o tema “O pulsar de vida das mulheres negras que acolhem e guerreiam!”.

Criado a partir da mobilização de atrizes baianas e da necessidade de construir um espaço dedicado às mulheres negras nas artes, o ÌYÁ’S consolidou-se como uma plataforma de fomento, intercâmbio e visibilidade para artistas negras de diferentes linguagens artísticas e regiões do país. A iniciativa tem como objetivo o fortalecimento da produção artística de mulheres negras e a valorização de suas trajetórias, saberes e modos de criar.

Nesta edição, dez espetáculos de teatro, dança e performance integram a programação principal, além das ações formativas e encontros voltados ao diálogo entre artistas, estudantes e público. O festival acontece no Teatro Martim Gonçalves, Espaço Cultural da Barroquinha, Espaço Cultural Alagados, Espaço Xisto Bahia, Casa da Música e unidades do projeto Boca de Brasa. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla e a programação completa está disponível online.

“O tema deste ano é uma celebração da força, do cuidado e da resistência das mulheres negras diante das violências históricas e contemporâneas. Inspirado na potência das yabás em ser colo e proteção, o festival convida artistas e público a refletirem sobre afeto, ancestralidade e luta como caminhos de manutenção da vida”, destaca Juliana Monique, atriz, diretora e produtora executiva do festival.

Além da programação artística, o ÌYÁ’S dá continuidade ao seu compromisso em ampliar o diálogo entre arte, educação e comunidade, através de 10 oficinas gratuitas realizadas em cinco escolas públicas da cidade. As atividades abordam temas como teatro, dança afro, memória, expressão, acessibilidade, afeto e criação de redes de apoio, conduzidas pelas artistas que integram a programação do festival.

“OJI – A Arqueóloga do Futuro” de Karla Calasans. Foto: Mariah Bittar

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