Supremo Tribunal Federal. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (2), Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Ponta Grossa, no Paraná. Ele cumpria prisão domiciliar desde o último sábado (27) e foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que apontou o descumprimento de medidas cautelares impostas ao réu. Segundo a decisão, Martins utilizou redes sociais mesmo estando proibido, o que, para o magistrado, demonstra desrespeito às determinações judiciais. “Essas circunstâncias evidenciam o desprezo do réu pelas medidas impostas e pelo próprio sistema jurídico”, afirmou Moraes.

A defesa nega qualquer irregularidade. Em vídeo divulgado nas redes, o advogado Jeffrey Chiquini afirmou que o ex-assessor vinha cumprindo todas as determinações. “Estava cumprindo de forma exemplar. Nunca recebeu advertência ou foi admoestado por descumprir ordem judicial”, declarou.

Ainda segundo o advogado, a decisão teria caráter punitivo. “Não é uma medida cautelar, é uma medida de vingança. Trata-se, evidentemente, do início do cumprimento da pena”, disse Chiquini, ao criticar a atuação do STF no caso.

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