STF. Foto: Gustavo Moreno

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (25) restringir o pagamento dos chamados “penduricalhos” a membros do Judiciário e do Ministério Público em todo o país. Esses benefícios, que incluem indenizações, gratificações e auxílios, eram pagos além do teto salarial de R$ 46,3 mil, vigente para ministros do STF.

Com a nova regra, os penduricalhos ficam limitados a 35% do salário dos ministros, ou cerca de R$ 16,2 mil. Entre os pagamentos estão vantagens como tempo de antiguidade, diárias, indenização por férias não gozadas e acumulação de jurisdição. Apesar da limitação, os benefícios não entram no cálculo do teto, mantendo o salário total de juízes e promotores em até R$ 62,5 mil mensais.

O STF estima que a medida poderá gerar uma economia anual de R$ 7,3 bilhões aos cofres públicos. A decisão foi unânime e define que somente penduricalhos previstos em lei podem ser pagos, valendo também para servidores do Executivo e Legislativo.

O decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, defendeu o fim de abusos, citando casos de licenças compensatórias de até 34 dias por folgas trabalhadas. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que houve “proliferação” de vantagens e que todos os tribunais e ramos do Ministério Público deverão adotar pagamentos padronizados.

O presidente do STF, Edson Fachin, ressaltou que a decisão cria normas transitórias até que o Congresso estabeleça quais verbas indenizatórias são legais em lei federal. “Este colegiado se defrontou com um problema que perdura há cerca de 30 anos”, disse.

Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom.

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