Medicamentos de HIV
Medicamentos de HIV. Foto: Miguel Á. Padriñán.

O Sistema Único de Saúde (SUS) pode disponibilizar ainda este ano uma nova opção de prevenção contra o HIV. O Ministério da Saúde deve encaminhar à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) um pedido para incluir o cabotegravir, medicamento aplicado por injeção que oferece proteção prolongada contra o vírus. A tecnologia funciona como uma profilaxia pré-exposição (PrEP) e tem como principal diferencial a aplicação a cada dois meses, reduzindo a necessidade do uso diário de comprimidos. O pedido será analisado pela Conitec, responsável por avaliar critérios como eficácia, impacto financeiro e custo-benefício para a rede pública.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo ainda negocia com a farmacêutica GSK, fabricante do medicamento, os valores e a quantidade de doses que poderão ser adquiridas. A expectativa é que a empresa apresente uma proposta com preço considerado adequado para a incorporação ao SUS. “Vemos com muita esperança as novas tecnologias de proteção prolongada, mas exigimos que elas sejam oferecidas aos sistemas nacionais de saúde com preços adequados”, afirmou Padilha durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada no Rio de Janeiro.

Outra alternativa avaliada para prevenção do HIV é o lenacapavir, que possui proteção de até seis meses. No entanto, de acordo com o ministro, o custo apresentado pela fabricante foi considerado inviável para o sistema público brasileiro. Atualmente, o SUS já oferece a PrEP oral, em comprimidos de uso diário. Mais de 350 mil pessoas já utilizaram o método, que possui eficácia comprovada. Estudos indicam que a versão injetável pode ampliar a adesão ao tratamento: uma pesquisa da Fiocruz com 1,4 mil participantes mostrou que 83% preferiram a aplicação por injeção.

Além disso, 94% dos participantes compareceram às unidades de saúde no período correto para receber as doses, mantendo a proteção durante o acompanhamento. A expectativa do Ministério da Saúde é que a nova tecnologia possa ampliar o acesso à prevenção e contribuir para o enfrentamento da epidemia de HIV no país.

Símbolo da luta contra HIV.
Símbolo da luta contra HIV. Foto: MS.

Receba também as atualizações do Anota Bahia no: ThreadsGoogle NotíciasTwitterFacebookInstagramLinkedIn e Spotify