Terno de Reis em Pituaçu. Foto: Divulgação.

Após 47 anos sem realização, o Terno de Reis voltou a ocupar as ruas de Pituaçu, em Salvador. O cortejo aconteceu na terça-feira (6), com concentração na Fundação Celsinho Cotrim, reunindo moradores, músicos, cantadores e representantes da cultura popular em um momento de fé, música e convivência comunitária.

Mais do que uma manifestação religiosa, o Terno de Reis é a identidade cultural do bairro, marcada pelo caminhar coletivo e pelas bênçãos levadas às casas visitadas. A retomada da tradição foi acompanhada por moradores vestidos de branco ou com fantasias, simbolizando paz, união e pertencimento.

A edição de 2026 prestou homenagem a Dona Alaíde Auta da Conceição, reconhecida como memória viva do Reisado em Pituaçu. Sua trajetória foi lembrada como símbolo da resistência cultural e da importância dos mais velhos na preservação e transmissão dos saberes populares.

Para o presidente da Fundação Celsinho Cotrim, a iniciativa reforça o papel social da cultura. “Cuidar das pessoas também é cuidar da cultura, da fé e da identidade de um território. O Terno de Reis representa pertencimento, memória e esperança”, afirmou. Após o cortejo, os participantes foram recepcionados com um lanche comunitário, encerrando a atividade em clima de acolhimento.

Terno de Reis em Pituaçu. Foto: Divulgação.
Terno de Reis em Pituaçu. Foto: Divulgação.
Terno de Reis em Pituaçu. Foto: Divulgação.

Receba também as atualizações do Anota Bahia no: ThreadsGoogle NotíciasTwitterFacebook,  InstagramLinkedIn e Spotify