Claudio Castro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Em julgamento realizado nesta terça-feira (2), os ministros rejeitaram os recursos apresentados pela defesa e confirmaram a inelegibilidade do político até 2030.

A decisão reforça o entendimento já adotado pela Corte em março deste ano, quando a maioria dos ministros concluiu que houve irregularidades envolvendo contratações realizadas pela Fundação Ceperj e pela Uerj durante o período eleitoral. Segundo o Ministério Público Eleitoral, as estruturas teriam sido utilizadas para beneficiar a campanha de reeleição do então governador.

Além de negar os recursos da defesa, o TSE também rejeitou um pedido do Ministério Público que buscava esclarecer pontos relacionados à eventual cassação do diploma de Castro. A discussão ganhou relevância após a renúncia do ex-governador ao cargo, ocorrida às vésperas do julgamento que definiu sua condenação.

Com a decisão, permanece a expectativa sobre a forma de escolha do governador que concluirá o mandato no estado. A definição caberá ao Supremo Tribunal Federal, que ainda analisa se a sucessão ocorrerá por meio de eleição direta, com participação dos eleitores fluminenses, ou por eleição indireta realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Enquanto a questão não é resolvida, o comando do governo estadual segue interinamente sob responsabilidade da presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O desfecho do caso deve influenciar diretamente o cenário político fluminense às vésperas das eleições de 2026.

Cláudio Castro. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/ND Mais

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