Beatriz Farias. Foto: Ariele Lima

A Associação Comercial da Bahia (ACB) participa, na China, do Seminar on Poverty Reduction of Small and Medium Enterprises and NGOs for Officials in Developing Countries. Promovido pelo Ministério do Comércio da República Popular da China e organizado pelo Centro Internacional de Redução da Pobreza na China (IPRCC), o evento tem como foco compreender como o país estruturou políticas públicas capazes de associar a redução da pobreza ao fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas.

Representando a entidade baiana, a chefe de gabinete da Presidência da ACB, Beatriz Farias, integra uma delegação internacional que reúne representantes de diferentes países em uma programação composta por aulas, debates e visitas técnicas nas cidades de Pequim, Guilin, Foshan, Zhaoqing e Hezhou.

“O principal diferencial que observo é a forma como a empresa é enxergada. O pequeno não é tratado como alguém que precisa permanecer pequeno; ele é incentivado a crescer porque se entende que o crescimento de um negócio gera emprego, renda e riqueza para toda a população”, afirmou Beatriz.

Outro aspecto apresentado durante o seminário é que as políticas de incentivo às pequenas empresas são estruturadas de acordo com as características de cada empreendimento. Setor de atuação, faturamento, número de empregados, localização e estágio de desenvolvimento são alguns dos critérios considerados para definir ações de apoio em áreas como crédito, qualificação, inovação, infraestrutura e acesso a mercados.

As visitas técnicas em Guilin permitiram observar, na prática, como agricultura, turismo e valorização da cultura local podem atuar de forma integrada para impulsionar o desenvolvimento regional. A participação da ACB no seminário reforça o compromisso da entidade em acompanhar experiências internacionais que ampliem o debate sobre empreendedorismo, desenvolvimento regional e geração de oportunidades.

“Brasil e China têm realidades institucionais, econômicas e sociais distintas. Como uma democracia federativa, o Brasil possui processos decisórios e dinâmicas próprias, por isso não se trata de copiar modelos. O mais importante é observar experiências que funcionam e refletir sobre o que pode inspirar políticas melhores para a nossa realidade. Um ponto que chama atenção é a continuidade dos projetos e o planejamento de longo prazo”, destacou Beatriz.

Beatriz Farias na China representando a ACB. Foto: Ariele Lima
Beatriz Farias na China representando a ACB. Foto: Ariele Lima

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