
A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (8), uma ação de busca e apreensão na casa de Jair Bolsonaro, em Brasília. A medida é motivada por divergências sobre a localização das armas registradas no nome do ex-presidente. Os agentes federais ficaram cerca de uma hora e meia na residência e não encontraram nenhum armamento.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão das peças, na última sexta-feira (3). A defesa afirmou que o arsenal estaria nas instalações do Exército, no entanto, a corporação não encontrou duas das seis armas pertencentes ao ex-presidente. Moraes entende que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pela de 27 anos e três meses de prisão, conferidas a Bolsonaro dentro do processo da Trama Golpista.
Uma das armas não localizadas é uma espingarda, que segundo os advogados, está armazenada em uma empresa importadora de produtos bélicos no Rio Grande do Sul. Já a segunda, a defesa aponta que é a mesma apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal, no início das investigações.
Entenda o caso
A ação acontece após uma arma ser encontrada com um dos seguranças do ex-presidente, sob seu nome no registro. O armamento foi apreendido quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga.
Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente. A defesa de Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente é proprietário da arma e afirmou que ele não está proibido de a manter em casa.

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