Heraldo de Deus e Ana Tereza Mendes. Foto: Divulgação

A atriz baiana Ana Tereza Mendes marcou presença na pré-estreia da segunda temporada da série ‘Cangaço Novo’, produzida pela Prime Video. O lançamento aconteceu na última quarta-feira (15), em Cabeceiras, na Paraíba, cidade de pouco mais de 5 mil habitantes que serviu de cenário para a produção. Natural de Irará, no interior da Bahia, Ana esteve presente na primeira temporada e continua a interpretar a investigadora Diana em cinco dos sete episódios.

Um dos maiores sucessos recentes do audiovisual brasileiro, a série protagonizada por Allan Souza Lima (Ubaldo) e Alice Carvalho (Dinorah) é um drama de ação que mistura elementos de faroeste moderno com a realidade do crime organizado no sertão nordestino. O elenco da série é quase totalmente formado por atores nordestinos e a nova temporada de ‘Cangaço Novo’ chega ao Prime Video dia 24 de abril.

“Me sinto extremamente honrada em fazer parte desse projeto. ‘Cangaço Novo’ é uma produção de primeira linha. É uma obra que leva ação, drama, o sertão nordestino e sua gente para as telas, com muita potência. ‘Cangaço Novo’ mostra para o mundo como a arte brasileira e nordestina é poderosa”, destaca Ana.

Na segunda temporada, a personagem da atriz baiana ganha mais projeção ao se ver envolvida em uma teia de violências, corrupção e assassinatos durante a investigação de assaltos a banco. “Diana está com sangue nos olhos para finalmente desvendar a trama por trás dos crimes que têm tomado Cratará, e finalmente colocar atrás das grades os responsáveis pelas violências que têm ocorrido no sertão”, afirma Ana.

Com formação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde atualmente cursa doutorado em Artes Cênicas, Ana transita entre pesquisa, criação e atuação. A artista desenvolve um trabalho contínuo voltado à investigação do corpo, da cena e das narrativas coletivas, consolidando uma linguagem artística própria e comprometida com o território e suas histórias.

Outro nome que também representa a Bahia dentro do elenco é o do ator Heraldo de Deus, sócio da Sujeito Filmes. A produtora soteropolitana de cinema negro independente, também comandada por Djalma Calmon e Vilma Carla Martins, foi destaque no festival Panorama Coisa de Cinema, no qual ganhou prêmio de Melhor Curta Baiano com a produção ‘Bárbara’. O curta acumulou outras premiações e seguiu por vários outros festivais nacionais e internacionais, além de cineclubes, eventos e escolas.

Em suas produções, Heraldo busca fazer cinema com protagonismo negro, dentro e fora das câmeras. As ideias abordam o cotidiano com uma visão poética e ao mesmo tempo crítica, enaltecendo a arte, seja o teatro, a poesia, a música e principalmente o cinema, com a metalinguagem. O primeiro filme com a produtora foi ‘Sujeito Objeto’ (2017), sobre uma família negra tentando sobreviver. Dentro outros destaques ainda estão ‘Barraca de Capeta’ (2018) e ‘5 Fitas’ (2020).

“Nosso cinema é chamado de “independente”, mas a gente prefere dizer que ele é (in)dependente. Porque depende, sim: de políticas públicas, de parcerias, de afeto, de troca. Cinema pra gente é isso — um fazer coletivo e comprometido com outras formas de existir, produzir e circular”, dizem os nomes à frente da Sujeito Filmes.

Equipe “Cangaço Novo”. Foto: Divulgação

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