
O que começou como uma apresentação no metrô de Salvador se transformou em fenômeno nas redes sociais. Aos 24 anos, o cantor e compositor pernambucano Marquinhos Navais já soma 54,8 milhões de visualizações nos vídeos do “Vagão da Sofrência”, projeto que leva o arrocha para dentro dos vagões e transforma o trajeto em palco. Em poucos dias, o artista conquistou mais de 400 mil novos seguidores e chegou a 4,5 milhões nas redes sociais.
Marquinhos começou a cantar ainda criança na igreja e, durante a pandemia, encontrou nas apresentações no metrô uma forma de contribuir com o sustento da família. Por cinco anos, os vagões do Recife foram seu palco e principal fonte de renda, experiência que ajudou a desenvolver a espontaneidade e a presença de palco que hoje marcam seu trabalho.
Em 2025, o cantor deixou Pernambuco e se mudou para Salvador em busca de novas oportunidades. Há poucos meses, ao retomar as apresentações no metrô da capital baiana, encontrou no arrocha, gênero ligado à identidade musical da Bahia, a linguagem para se aproximar do público. A iniciativa ganhou força nas redes e chamou a atenção de artistas como Léo Santana, Léo Foguete e Kevi Jonny, que interagiram com as publicações.
Com a projeção do “Vagão da Sofrência”, Marquinhos começa a apresentar outras frentes de sua carreira. Uma delas é “Bora Meu São João”, projeto que reúne sucessos das festas juninas e dialoga com sua relação com a música popular nordestina. Em Salvador, o que nasceu nos vagões se tornou uma nova vitrine para o artista.
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