
Grande nome da percussão baiana, Cara de Cobra trabalhou com grandes nomes da música brasileira e tem papel importante no fomento da cena, também como produtor. Dentre tantas colaborações, ele atuou por mais de duas décadas como percussionista de Ivete Sangalo, e outra pela Timbalada.
Durante participação no podcast Papo de Batuqueiro, promovido pelo Clube da Percussão, ele relembrou o momento chave em que passou a ter mais controle sobre a própria trajetória. Durante a pandemia, ele passou a procurar o seu real papel e identidade dentro da música e que precisaria iniciar uma nova história.
“Às vezes a gente está em um comodismo, mas eu ficava com medo porque: ‘eu toco com a melhor artista do Brasil, ganho um dos melhores cachês do Brasil’. Mas eu entendi que eu não tinha que ter medo, eu tinha que encarar esse medo. Eu entendi que outros grandes percussionistas não dependem do cantor para fazer o show deles. Eles fazem o próprio show acontecer Eu sou um artista da minha arte, eu me reinventei para isso. Recentemente eu percebi que não é mais o Cara de Cobra da Ivete, é o Cara de Cobra percussionista e artista”, destacou.
Cara de Cobra ainda enalteceu o impacto que Carlinhos Brown teve em sua vida pessoal e profissional, como músico. Para ele, a proposta da percussão do Candeal, em sua musicalidade e projetos sociais, faz uma diferença gigantesca nas pessoas.
“O que eu aprendi no Candeal foi salvar vidas. Foi através do tambor, foi através de um cara que as pessoas chamavam ele de maluco. As pessoas faziam hora de Brown. Ninguém acreditou no cara, mas o mais impressionante é que ele acreditou na gente. Eu tenho 51 anos de idade e eu dou benção a Brown, dou benção a meu pai”, disse.

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