Bernard Attal. Foto: Konstantinos Sfitis

Autor de cinco longa-metragens premiados em festivais em todo o mundo, o cineasta francês Bernard Attal estreia no universo literário como autor no dia, 23 de julho, às 18h, com o lançamento do livro “No final, tudo dá certo”, no Trapiche Barnabé. A publicação é uma coletânea de contos com onze histórias que se passam em diferentes épocas, dos anos cinquenta até os dias de hoje, com diversos personagens e em três lugares diferentes: França, seu país de origem; Estados Unidos, onde viveu antes de chegar a Salvador; e Brasil país onde mora há 20 anos.

Os contos trazem personagens variados, mas compartilham um mesmo tema: como encontros amorosos pontuais ou experiências ligadas ao sexo foram momentos existenciais determinantes para os protagonistas. “Escrever é um exercício solitário que exige tempo e dedicação. Mas oferece uma grande liberdade criativa. Literatura não tem limites. Você pode inventar o que quiser. Os únicos limites que eu fiquei me impondo foram de oferecer narrativas interessantes para o leitor e o formato mesmo do conto, que eu amo”, conta Bernard.

No conto que abre o livro, “O velho Martin e eu”, o narrador se lembra das visitas semanais que fazia, quando adolescente, ao senhor veterano da Primeira Guerra Mundial, que esconde um trágico segredo. Em “A traição de Desdêmona”, Leon, proprietário de um grande grupo empresarial, conta ao seu diretor Jérôme, durante o primeiro voo a bordo de seu novo jato, sobre um encontro amoroso que marcou sua juventude.

Chegando à metade dos contos, “Brigitte quer ser amada” traz a história de uma dona de casa de pouco mais de 40 anos que, traída pelo marido, decide reintegrar-se ao mundo profissional e reavivar sua vida amorosa. Quem abre a segunda metade dos contos é “Sobre casamento e trutas”. Nessa história, Marie e Raoul tiveram um caso sem o conhecimento do marido Charles, gerando um fruto dessa união.

Em “O Vestido Amarelo”, Adrien, um jovem consultor que mora em Nova York, decide se mudar para o Brasil após os eventos de 11 de setembro. No país, ele conhece Beatriz, uma bela moça que resiste a ele. Encerrando a obra, o conto que dá título ao livro é “No final, tudo dá certo”, é um retrato-investigação sobre a mãe do autor, onde o leitor descobrirá as fontes de inspiração dos contos da coletânea.

No evento de lançamento, aberto ao público, além da sessão de autógrafos, haverá um bate-papo com o autor, que vai falar sobre o processo de escrita do livro e suas histórias. “Não creio que lançar um livro seja muito diferente do que lançar um filme. Você coloca seu filho no mundo depois de ter o criado e ele deixa de ser seu. Mas eu adoraria que se estabeleça um diálogo entre mim e o leitor”, espera Bernard Attal.

Radicado em Salvador desde 2006, ele fundou e dirige o Trapiche Barnabé / Trapiche Pequeno, um centro cultural e de economia criativa da cidade. Suas obras audiovisuais (“A Coleção Invisível”, “Sem Descanso”, “Porto de Origem”) foram distribuídas nos cinemas, na Netflix, Amazon Prime, HBO e vários canais de televisão.

Livro “No final, tudo dá certo”, Bernard Attal. Foto: Divulgação

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