Silvia de Souza Aranha. Foto: @resplendorspoficial

A colecionadora Silvia de Souza Aranha, proprietária do Resplendor Antiguidades e Arte, antiquário localizado na Rua Oscar Freire, na região dos Jardins, em São Paulo, compartilhou uma das peças mais emblemáticas de seu acervo: uma rara ermida baiana do século XVIII que pertenceu à tradicional família Catarino, da Bahia.

Utilizada como uma pequena capela particular dentro das residências, a ermida funcionava como um altar doméstico onde eram celebradas missas, batizados, novenas e outros momentos de devoção familiar. Fechada, a peça se assemelha a um grande armário de madeira. Ao ser aberta, revela um interior ricamente trabalhado, com delicado rendado em estilo D. José, ferragens originais em ferro forjado e detalhes que refletem a sofisticação do mobiliário colonial brasileiro.

Segundo Silvia, a peça foi encontrada há anos em um dos antiquários mais tradicionais de Salvador. Durante o processo de preservação, recebeu apenas uma intervenção para recompor o fundo, mantendo praticamente todas as suas características originais e respeitando a pátina adquirida ao longo dos séculos.

Cada vez mais raras, ermidas desse porte são consideradas importantes testemunhos da história da Bahia. Além do valor artístico e da excelência da marcenaria colonial, elas preservam a memória da religiosidade vivida dentro das casas brasileiras durante os séculos XVIII e XIX, tornando-se verdadeiros patrimônios históricos e culturais.

Silvia de Souza Aranha. Foto: @resplendorspoficial

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