Yacht Clube da Bahia
Yacht Clube da Bahia. Foto: Reprodução/YCB.

O Yacht Clube da Bahia encaminhou formalmente à Polícia Civil da Bahia o caso envolvendo uma denúncia de suposta agressão contra uma funcionária da instituição, em Salvador. A decisão foi comunicada em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (22), após a repercussão do episódio, que ganhou espaço na imprensa a partir do relato de um associado. Posteriormente, o mesmo associado apresentou uma carta de retratação à diretoria do clube.

A história veio a público após o associado divulgar informações segundo as quais uma funcionária teria sido agredida com um tapa no rosto depois de declarar que votaria no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A denúncia ganhou repercussão por envolver uma suposta violência motivada por posicionamento político.

Após a divulgação do caso, o Yacht Clube da Bahia realizou uma apuração interna. De acordo com o posicionamento da instituição, a funcionária foi ouvida, as equipes dos setores envolvidos foram consultadas e as imagens do sistema de monitoramento foram analisadas. Segundo o clube, os registros examinados não mostraram a suposta agressão, e a colaboradora negou ter sido agredida.

O caso teve um novo desdobramento quando o associado responsável pelo relato apresentou uma carta de retratação à diretoria. No documento, ele reconheceu que as informações chegaram até ele por meio de terceiros e esclareceu que sua mãe não havia presenciado diretamente a suposta agressão. Segundo o relato, ela tomou conhecimento do episódio por outras pessoas. O associado também se retratou pela forma como conduziu a divulgação das informações. A carta foi encaminhada exclusivamente à diretoria do clube.

Na tarde desta quinta-feira (22), agentes do Ministério Público do Trabalho (MPT) também estiveram no Yacht Clube da Bahia, onde realizaram uma ronda e entrevistaram funcionários. Até o momento, não há confirmação de que a diligência esteja diretamente relacionada à denúncia de suposta agressão.

Na nota oficial, o clube informou que entregou à Polícia Civil documentos, registros internos e imagens relacionados ao episódio, solicitando uma investigação independente. A diretoria afirmou ainda que, caso sejam identificadas e comprovadas responsabilidades, os envolvidos deverão responder na forma da lei. Se houver participação de algum associado, poderão ser adotadas medidas disciplinares previstas no Estatuto Social e no Regulamento do Processo Disciplinar.

O Yacht Clube da Bahia reafirmou seu compromisso com a proteção, a integridade e a dignidade dos colaboradores, repudiando qualquer forma de violência, discriminação ou intimidação. Com o encaminhamento à Polícia Civil, caberá às autoridades competentes apurar os fatos. A retratação do associado e os resultados da análise interna, isoladamente, não estabelecem uma conclusão definitiva sobre a ocorrência ou não da suposta agressão.

Yacht Club da Bahia
Yacht Club da Bahia. Foto: Divulgação.

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