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Pequena Lô e Tata Mendonça – comediantes falam do novo programa de humor ‘Falas de Acesso’

    Pequena Lô e Tatá Mendonça. Foto: Divulgação

    Apresentado pelas influenciadoras e comediantes Pequena Lô e Tata Mendonça, o ‘Falas de Acesso’ tem o riso como o principal aliado para uma boa e necessária conversa sobre o universo das pessoas com deficiência. Misturando stand-up comedy e reflexão, a atração traz diversos quadros bem-humorados sobre situações, comportamentos e termos capacitistas utilizados frequentemente pela sociedade.  Com um elenco majoritariamente composto por PCDs, um dos grandes diferenciais da atração deste ano é o humor como porta de entrada para conscientização e o riso como um jeito de acolher.

    ‘Falas de Acesso’ também trará representatividade para a TV aberta, através dos diversos talentos que vão participar da programação, como o comediante Vini Santos, a escritora Amanda Soares e o ator Gigante Leo.  Cada personagem terá o seu estilo, suas individualidades e memórias.  As histórias podem se entrelaçar, pois a ideia é falar de uma questão coletiva respeitando o individual. Acessibilidade é um ponto chave que fortalece a narrativa de cada quadro da atração, seja por uma piada, uma observação, uma crítica, ironia ou até mesmo uma denúncia indiretamente.

    Com direção artística de Matheus Malafaia, o especial reúne talentos diversos e visa criar conexões através dos quadros durante o programa. O projeto não vem somente com a intenção de “quebrar tabus”, mas de reparar a falta de conhecimento que muita gente tem a respeito quando o assunto é ser PCD.

     

    O que significa participar do ‘Falas de Acesso’ para você?

    PEQUENA LÔ – Eu acho que é uma representatividade muito grande. E eu estou muito feliz também de ter sido uma das escolhidas pra estar atuando e falando sobre isso. Porque eu, mais que ninguém, quando comecei, não tive essa referência. Não tinha acesso a esses programas com pessoas como eu. Atuando tanto em filmes, séries, enfim, em lugar nenhum. Então, hoje é muito importante eu ocupar esse lugar, de falar para as crianças, para os pais de pessoas com deficiência. ‘Falas de Acesso’ é um programa de uma importância gigantesca.

     

    Como que você enxerga a relação do humor com a inclusão?

    PEQUENA LÔ – O humor deixa não só a inclusão, mas tudo mais leve. Nós, eu e a Tatá Mendonça, chegamos no público de forma mais tranquila para mostrar que sabemos fazer outras coisas. Sabemos ser apresentadora, atriz, cada um tem seu talento. O humor traz essa facilidade, de você conseguir alcançar mais facilmente quem está assistindo. Foi assim que eu consegui alcançar uma grande quantidade de pessoas, falando sobre cotidiano, com humor e leveza.

     

    O humor provoca?

    PEQUENA LÔ – É diferente rir comigo e rir de mim.  São duas coisas bem diferentes! Então, quando eu falo de mim, eu sei o meu limite, do meu humor e até onde eu posso me zoar. Quando alguém vem para me zoar, é com um tom mais grotesco. Quando eu faço uma situação de humor com capacitismo, ele provoca várias reações nas pessoas. Eu acho que uma delas é a dúvida se a pessoa pode rir ou não, do que está sendo falado ali.

     

    O que o público pode esperar de ‘Fala de Acesso’?

    TATÁ MENDONÇA – O especial ‘Falas de Acesso’ é um programa transformador. Eu acho que ele abrange tantas coisas e ao mesmo tempo aproxima tanta gente. E por esse motivo ele tem uma valia muito grande. Estamos com orgulho de fazer isso que não cabe, assim, na gente.

     

    Falando especificamente do humor que você já faz todos os dias, você acredita que o humor ajuda a promover a inclusão? Qual que é essa relação do humor nesse tema, assim? 

    TATÁ MENDONÇA – Eu acho que as pessoas a vida inteira tentaram entender como lidar comigo. E o humor explicou para elas que o jeito que elas lidavam comigo era muito engraçado. Eu acho muito legal que a gente traz isso para as pessoas. O quanto é, de uma forma bizarra e engraçada, toda essa distância de uma pessoa com deficiência. Somos todos iguais e, acima de tudo, todos nós temos as nossas particularidades, características, e elas não podem nos definir, assim, tão cruelmente. Então acho que o especial vai ajudar a aproximar muito. E o humor, ele está aí para satirizar e aproximar as pessoas dessa forma gostosa.

     

    Quais são os temas que o programa vai tratar? 

    TATÁ MENDONÇA – O programa vai tratar de temas de capacitismo, de falta de acesso, de falta de inclusão, de falta de sensibilidade e, acima de tudo, do tanto que a gente tem que, todos os dias, acordar para explicar quem somos. Como que tem que lidar com a gente, como se fôssemos pessoas extremamente estranhas e que não merecíamos estar nos mesmos lugares que outras pessoas que não têm deficiência. Tudo isso é tão amplo, tão delicado e agora vai ganhar uma força que sempre mereceu.

    Matheus Malafaia, Tatá Mendonça e Pequena Lô. Foto: Divulgação

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