
O projeto “Meu Brasil Interior” vai receber uma nova curadoria, nova expografia e uma temática que não existia nas edições anteriores na CAIXA Cultural Salvador, Unidade Carlos Gomes. Em “Mãos que Tecem o Futuro”, dedicada à obra da artista popular alagoana Roxinha Lisboa, a curadoria de Jinny Lim propõe um deslocamento de olhar que sai da paisagem e entra no trabalho. A novidade estará em cartaz a partir do dia 26 de agosto até 22 de novembro.
A exposição investiga as mãos de Roxinha, as mesmas que pintam, que trabalham, que criam e sustentam a casa. O feminino, o ofício e a transformação social ganham corpo narrativo em espaços concebidos especialmente para esta edição, como O Ateliê da Resistência e Cartas para o Futuro.
“Convidamos o público para o vernissage do vibrante roteiro ‘Mãos que Tecem o Futuro’, em celebração à força da mulher na verdadeira essência do seu ofício. As obras de Roxinha Lisboa estão no centro deste espaço intimista, onde a reflexão sobre o trabalho e o feminino são ferramentas de transformação social”, afirma Jinny Lim.
Roxinha nasceu em Lagoa de Pedra, no sertão de Alagoas, onde vive até hoje. Trabalhou em diferentes ofícios antes de se reconhecer como artista. Começou a pintar na maturidade, inspirada pela filha, e encontrou na arte popular uma forma de registrar lembranças, afetos e o cotidiano sertanejo.
Suas telas marcadas por cores intensas, figuras humanas, festas, religiosidade e paisagens do interior, a tornaram um dos nomes mais expressivos da arte naïf contemporânea brasileira. “Minhas mãos sempre souberam fazer. Antes de pintar, elas já carregavam o mundo. Quando descobri a pintura, entendi que era a mesma coisa — só que agora com cor”, destaca Roxinha Lisboa.

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