Obra de Elisa Silveira. Foto: Rafael Adorján

Como parte da programação da Semana de Museus 2026, a exposição “Uma História da Arte Brasileira” realiza o encontro “Perspectivas em Debate” nesta sexta-feira (22), às 15h, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). A mostra, organizada pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil, segue em cartaz até 28 de junho, com visitação de terça a domingo, das 10h às 18h, reunindo obras que percorrem do modernismo à produção contemporânea brasileira.

Com o tema “Museus unindo Mundos Divididos”, o evento é gratuito e aberto ao público, tendo como convidada a Profª Drª Anna Paula da Silva, professora do departamento de museologia da UFBA, que vai propor uma reflexão crítica sobre como os espaços culturais e a mediação podem atuar como pontes de diálogo em uma sociedade marcada por contrastes sociais. A ação é coordenada pela Pé do Caboclo Soluções Culturais, que assina o projeto educativo da exposição.

Já às 11h do sábado (23) e domingo (24), a atividade proposta pela exposição é o percurso que explora as tensões e contrastes da sociedade brasileira. A partir das obras de Candido Portinari, que evidenciam disparidades sociais, e das provocações de Romagnolo, a mediação propõe um diálogo sobre os abismos e as pontes que constroem a identidade cultural brasileira. Às 15h do domingo, a programação especial será encerrada com a contação de histórias, trazendo “A Lenda de Pégasus” para o projeto.

A exposição

O público poderá conferir trabalhos de artistas como Anita MalfattiCandido Portinari, Di Cavalcanti, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Sebastião Salgado e Adriana Varejão, entre outros nomes que representam a diversidade de linguagens e movimentos da arte nacional. A exposição teve início em março e chega a Salvador como parte de um circuito itinerante que já passou por BrasíliaBelo Horizonte e Rio de Janeiro.

Concebida originalmente para a cúpula do G20 em 2024, a mostra apresenta um panorama cronológico da arte brasileira, destacando transformações estéticas e conceituais ao longo do tempo. A curadoria de Raquel Barreto e Pablo Lafuente propõe uma leitura que articula continuidades, rupturas e experimentações, evidenciando o papel da arte na interpretação crítica da sociedade e da história do país.

Walter Firmo.

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