Maria Bethânia. Foto: Mário Edson

Com 80 anos recém completados, a cantora Maria Bethânia tornou-se morada da poesia, levando aos palcos a cadência de sua terra, a força da oralidade, a ancestralidade afro-brasileira e a espiritualidade que moldam sua criação. Todo esse universo será celebrado na exposição inédita “Abelha Rainha – Vida, Música, Amor e Poesia”, que será inaugurada no dia 22 de julho, no ME Ateliê da Fotografia, no Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. A visitação estará disponível entre os dias 24 de julho e 24 de setembro, sempre de sexta a domingo, das 16h às 19h.

A mostra reúne obras de 25 artistas visuais e fotógrafos que dialogam com a vida, a música, a poesia e a dimensão estética construída pela cantora santoamarense ao longo de mais de seis décadas. O conjunto percorre por temas como ancestralidade, feminilidade, literatura, memória, espiritualidade, identidade afro-brasileira e pertencimento. O legado da cantora ganha forma através da fotografia, pintura, desenho, cerâmica e diferentes linguagens visuais.

“Esta coletiva nasce em tributo aos seus 80 anos. Mais do que retratar sua imagem, a proposta é mergulhar em sua trajetória, nas canções que marcaram gerações, nas interpretações que eternizaram versos de poetas e compositores e na força simbólica de uma mulher que fez da arte um exercício permanente de sensibilidade e resistência”, afirma Mário Edson, fotógrafo e idealizador do ME Ateliê da Fotografia.

Cada artista foi convidado a construir sua própria leitura sobre Bethânia, permitindo que diferentes linguagens revelem a presença cênica, a potência poética e a permanência de uma artista cuja obra continua inspirando novas gerações. Participam, de forma especial: Roberto Faria, fundador da Escola Baiana de Fotografia; Luiz Bhering, da City Polytechnic School of Arts and Designer, de Londres; e Preta.

Integram a exposição Ana Kruschewsky, Bernardo Tochilowisky, Bianca Branco, Cláudio das Virgens, Franklin Jazz Viana, Izabel Andion, Jacy Gordinho, Juli Gomes, Juray Castro, Leo Furtado, Marianna Pedreira, Mário Edson, Manuela Hereda, Neia de Taiobeiras, Pablo Araújo, Patricia Dieder Dalmas, Reinaldo Giarola, Rejane Alice, Rodrigo Nery, Rogério Silva, Suy Andrad, e Wagner Lacerda.

Ao longo de sua trajetória, Maria Bethânia aproximou música, literatura e performance como poucos artistas conseguiram fazer. Em sua voz, compositores e poetas ganharam novos sentidos, enquanto a interpretação passou a ocupar um espaço onde emoção, reflexão e silêncio convivem com a mesma intensidade. Com mais de 30 álbuns lançados, reconhecimento internacional e uma carreira que ultrapassa seis décadas, consolidou-se como uma das intérpretes mais importantes da Música Popular Brasileira.

Obra de Wagner Lacerda. Foto: Divulgação
Obra de Izabel Andion. Foto: Divulgação

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