Fernando Cerqueira. Foto: Ágape Publicidade/Ivy Ágape

Em uma obra que se propõe a transitar entre a literatura confessional e o romance epistolar, o escritor Fernando Cerqueira discute, em “Dezessete Cartas”, sentimentos que atravessam a experiência humana. O livro utiliza memórias, relações pessoais e episódios cotidianos como ponto de partida para abordar emoções universais como solidão, comparação, honestidade, hipocrisia, confiança, desejo, inveja e alegria.

Essas temáticas serão o centro de uma imersão exclusiva para convidados, nesta sexta-feira (29), onde Cerqueira revisitará cada ato da publicação. O encontro acontece na cidade de Muritiba (BA), com a presença de artistas e de uma banca acolhedora, em um momento de discussão e reflexão. A proposta é transformar sentimentos difíceis em matéria literária e convidar o leitor a reconhecer partes de si nas contradições apresentadas ao longo das cartas.

Estruturado em dezessete cartas, o livro parte de experiências íntimas para construir uma narrativa que dialoga diretamente com questões contemporâneas ligadas aos vínculos afetivos, à masculinidade emocional, à ansiedade social e à dificuldade de lidar com as próprias fragilidades. Ao longo das páginas, Cerqueira revisita episódios marcantes de sua trajetória — amizades interrompidas, relações atravessadas por frustração, experiências profissionais, afetos mal resolvidos e processos de amadurecimento — sem a preocupação de separar rigidamente realidade e ficção.

Com linguagem acessível e capítulos curtos, o escritor constrói uma obra sensível, marcada pelo intercâmbio entre memória, ensaio e observação emocional. Em comum, todas as cartas compartilham a tentativa de compreender como certas experiências continuam vivendo dentro das pessoas muito depois de terminarem. Não à toa, escreve o autor logo nas primeiras páginas do livro, sintetizando o eixo central da obra: “Viver não é eliminar sentimentos, mas aprender a conversar com eles”.

Fernando Cerqueira. Foto: Ágape Publicidade/Ivy Ágape
“Dezessete Cartas” de Fernando Cerqueira. Foto: Renata Marques

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