“Vou Te Contar” com Marcelo Praddo. Foto: Caio Lírio

O projeto cultural “Viva o Teatro – Palco e Ofício” será lançado oficialmente no dia 04 de junho com a abertura do Festival de Teatro 60+, que ocorrerá até o dia 20 de junho de 2026, no Galpão Wilson Mello – Forte do Barbalho, em Salvador. Com produção do Coletivo4, a proposta busca a valorização do teatro baiano a partir de seus mestres e de seus ofícios. A iniciativa reúne frentes integradas: o ciclo de encontros Café com História, as Oficinas Artísticas com metodologia VIGA, a Trajes de Cena do Teatro Baiano e a Caravana Coletivo4 para o município de Bonito.

O Festival 60+ reúne sete espetáculos protagonizados por artistas baianos com mais de 60 anos, trazendo à cena o debate sobre longevidade, permanência criativa e mercado de trabalho nas artes. A programação inclui também o Café com História, espaço de escuta e partilha de trajetórias, fortalecendo a dimensão memorial do projeto.

No dia 04 de junho, às 18h30, acontece a abertura com o Café com História – participação Rita Assemany e Osvaldo Mil, seguida, às 20h, pelo solo “Giramundo”, com Jackson Costa. O espetáculo de poesia e música resgata a autoestima baiana, nordestina e brasileira por meio da palavra falada e cantada e de ritmos de matriz africana. Ao lado de Tom Costa e Sidney Argolo, Jackson revisita poemas e canções que dialogam com tempos de resistência e reflexão sobre os giros do mundo.

No dia 05 de junho, às 20h, Rita Assemany apresenta “Chiquita com Dendê”, recital satírico escrito por Aninha Franco, no qual, acompanhada pelo violonista Rudnei Monteiro, passeia pelas ruas e histórias de Salvador por meio de compositores como Assis Valente, Dorival Caymmi, Tom Zé, Moraes Moreira e Ivete Sangalo. Entre humor, crítica e afeto, o espetáculo reafirma o encantamento e as contradições da Bahia.

No dia 06 de junho, às 20h, Osvaldo Mil sobe ao palco com “Musicausos”, um encontro intimista em que revisita passagens de sua trajetória no teatro, cinema e televisão, intercalando memórias curiosas, divertidas e emocionantes com canções que marcaram sua carreira.

A programação retorna no dia 11 de junho, às 18h30, com mais uma edição do Café com História. No dia 12 de junho, às 20h, o público confere o musical “Batatinha”, com Diogo Lopes Filho. A montagem homenageia o sambista baiano Batatinha, revisitando sua obra e sua vida em um espetáculo que aborda carnaval, melancolia e baianidade, com direção de Marcio Meirelles e direção musical de Jarbas Bittencourt.

No dia 13 de junho, às 20h, “Os Sons que Vêm da Cozinha”, com Kaíka Alves e Sandro Rangel, assume o palco em formato de doc-musical inspirado no livro Eu Não Sou Cachorro Não, de Paulo César de Araújo. A montagem revisita a produção musical chamada “brega” das décadas de 1960 e 70, questionando apagamentos históricos e celebrando artistas que marcaram a memória afetiva de milhões de brasileiros.

O Café com História retorna no dia 18 de junho, às 18h30, antecedendo os dois últimos espetáculos da programação. No dia 19 de junho, às 20h, Antônio Fábio apresenta “Outrora”, com texto de Maurício Witzak e direção de Fernanda Paquelet. A peça acompanha um homem que, enquanto espera o trem que deixará sua cidade, revisita memórias da infância, do amor e da passagem do tempo, propondo uma reflexão poética sobre finitude e transcendência.

Encerrando o Festival 60+, no dia 20 de junho, às 20h, Marcelo Praddo apresenta “Vou Te Contar!”. No espetáculo, o ator interpreta cinco personagens inspirados em histórias reais de brasileiros anônimos. Com encenação minimalista e foco na força narrativa, a montagem valoriza a relação direta entre ator e plateia e convida o público a refletir sobre as dimensões humanas do cotidiano.

“Giramundo” com Jackson Costa. Foto: Debora 70
“Chiquita com Dendê” com Rita Assemany. Foto: Águeda Mascarenhas

Receba também as atualizações do Anota Bahia no: ThreadsGoogle NotíciasTwitterFacebook,  InstagramLinkedIn e Spotify