
Entre 22 e 26 de setembro, estudantes, artistas, grupos, escolas e universidades de diferentes regiões do Brasil, vão apresentar suas criações na Mostra de Espetáculos e Cenas Curtas do Festival Estudantil de Artes Cênica da Bahia (FESTAC Bahia). Sob o tema “Infinitas Possibilidades”, a oitava edição do Festival transforma teatros, escolas e espaços culturais de Salvador em territórios de circulação, intercâmbio, experimentação e encontro.
A programação conecta produções da Bahia, Minas Gerais, Maranhão, Ceará, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo, aproximando diferentes gerações, territórios e modos de fazer teatro, dança e performance. Elas ganham forma quando a ancestralidade, saúde mental, racismo, envelhecimento, acessibilidade, meio ambiente, sexualidade, trabalho, cultura popular, memória e cultura digital encontram diferentes corpos, dramaturgias, sonoridades e modos de relação com o público.
Mais do que reunir temas e linguagens, o FESTAC evidencia a formação artística como um espaço aberto à descoberta, ao cruzamento de saberes e à invenção de outros caminhos para fazer e pensar arte. “‘Infinitas Possibilidades’ nasce justamente da compreensão de que os contextos formativos são férteis para experimentar novas linguagens, provocar encontros entre diferentes territórios e fortalecer a arte produzida nas escolas, universidades e espaços livres de formação”, afirma Marcus Lobo, coordenador geral do festival.
Ao colocar lado a lado trabalhos de escolas, universidades, companhias e diferentes processos formativos, a Mostra faz do encontro entre territórios uma de suas principais dramaturgias — e mantém abertas as infinitas possibilidades de fazer, aprender e imaginar a cena.
Programação
A Mostra começa no dia 22 de setembro, no Teatro Martim Gonçalves. A primeira abertura do festival ocorre às 15h, com os estudantes do Colégio Estadual Anna Junqueira Ayres Tourinho, de São Francisco do Conde (BA), que apresentam “Malas – A Bagagem do Tempo”. Por meio da metáfora das bagagens emocionais acumuladas ao longo da vida, o espetáculo aborda saúde mental, autoconhecimento e elaboração de traumas, construindo uma travessia sustentada pela possibilidade do recomeço.
A segunda abertura ocorre às 19h no Martim Gonçalves, com os estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Cia Dois é Ímpar, que apresentam “Retalhos do Tempo”. Entre brincadeiras, cantigas e manifestações da cultura tradicional mineira, passado e presente se entrelaçam para confrontar o etarismo e a invisibilização da velhice, afirmando pessoas idosas como sujeitos de desejo, movimento e transformação.
No dia 23 de setembro, a Mostra amplia também geograficamente suas referências. Às 10h, no Colégio Estadual Edgard Santos, no Garcia, estudantes do Centro Educa Mais João Francisco Lisboa, do Maranhão, apresentam “Dinamitadora”. Nesta obra, o reggae deixa de ser apenas gênero musical e ganha dimensão de memória, pertencimento e autoafirmação negra, celebrando a relação singular de São Luís com a cultura que fez da capital maranhense a chamada “Jamaica Brasileira”.
No dia 24 de setembro, a programação inclui, pela manhã, a apresentação da Mostra Residência FESTAC, com acessibilidade em Libras, às 10h, no Espaço Cultural Boca de Brasa Subúrbio 360. O público assistirá as apresentações da residência “Dança – Infinitas Possibilidades”, com estudante da Escola Estadual Professor Germano Machado Neto, sob a direção da bailarina e arte-educadora Janahina Cavalcante; e “Infinitas Possibilidades: Corpo, Palavra e Performance”, com alunos do Colégio Estadual de Tempo Integral Priciliano Silva, sob a direção da slammer, poeta e escritora NegaFyah.
No último dia da Mostra, 26 de setembro, às 15h, o Centro Cultural Alagados recebe “Alfas, Gamas, Bethânias & outras asSOMBRAções”, produção de estudantes da Escola de Dança da UFBA, com acessibilidade em Libras e audiodescrição. Maria Bethânia é ponto de partida, mas não ponto de chegada. Sua trajetória, voz e repertório atravessam experiências de corpos majoritariamente negros e periféricos para colocar em movimento memórias, identidades e resistências do Brasil negro e indígena.
A programação completa e demais informações estão disponíveis no perfil @festacbahia, nas redes sociais.

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