
Nos últimos cinco anos, a JAMM Cigar passou pelas mãos das artesãs que preparam o tabaco, montam cada charuto e cuidam do acabamento. Tudo na sede da fazenda, em Alagoinhas, onde cultivo e produção caminham lado a lado. No próximo dia 14 de outubro, a partir das 18h30, essa trajetória será celebrada no Palacete Tira-Chapéu, quando José Antônio Martins Monteiro, o Mr. JAMM, receberá os convidados para apresentar o D’Médici, edição limitada criada para marcar o aniversário da manufatura.
O novo charuto traz uma coincidência carregada de sentido para a ocasião: utiliza tabacos envelhecidos por cinco anos em barris de carvalho. A composição incorpora o Araperique, um dos tipos de tabaco mais raros e sofisticados do mundo, criado a partir de folhas brasileiras da região de Arapiraca (Alagoas) que passam pelo método tradicional de envelhecimento Perique, que tem suas raízes na Louisiana, nos Estados Unidos.
Muito antes de o Perique receber esse nome, povos indígenas da região do rio Mississippi, entre eles os Choctaw e os Chickasaw, já cultivavam tabaco. Mais tarde, o agricultor Pierre Chenet, de origem acadiana, ficou associado ao aperfeiçoamento da fermentação das folhas sob forte pressão em barris. Seu apelido, Perique, passou a identificar o tabaco produzido por esse processo.
No D’Médici, essa referência encontra tabacos brasileiros. O charuto tem capa Arapiraca, capote Cubra e miolo de Araperique, Mata Fina, Mata Norte e Cubra. Mede 140 milímetros de comprimento por 20 milímetros de diâmetro. De acordo com José Antônio, o CEO da JAMM Cigar, é o único charuto produzido no Brasil com o método empregado nesta edição.
A escolha do nome abre outra passagem pela história. D’Médici homenageia Catarina de Médici, figura que inspira as ilustrações da embalagem e da anilha. No conceito criativo da marca, a referência às cortes europeias encontra a Bahia do Solar do Unhão, lugar evocado pela relação entre arte, comércio e memória do tabaco.
“São caminhos de origens distintas, reunidos na apresentação de um charuto feito em Alagoinhas, onde plantamos, colhemos, beneficiamos e fabricamos artesanalmente todos os nossos produtos”, diz o CEO. Charutos estes, vale ressaltar, que com menos de cinco anos, já ocupam lugar de destaque nos principais rankings mundiais. “Temos hoje seis dos nossos produtos reconhecidos no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos”, completa.


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