Lu Brito. Foto: Gabriela Daltro

Após construir um repertório visual marcado por viagens, observação e sensibilidade, a artista e fotógrafa, Lu Brito, celebra 21 anos de trajetória na arte com a inauguração, nesta quinta-feira (21), da exposição “Vinte e Um”. A mostra reúne imagens produzidas ao longo de diferente fases de sua pesquisa, enquanto forma uma linha do tempo entre deslocamentos, memória, corpo e permanência no olhar. As obras estarão expostas até o dia 11 de junho, na Zeka Galeria, em Salvador.

A fotografia surgiu na vida de Lu como uma continuidade da infância inquieta e inventiva. Ao longo dos anos, ela conheceu cidades, desertos, paisagens naturais e silenciosas. A jornada rendeu registros de Lençóis Maranhenses, Atacama, Salar do Uyuni, Sertão da Bahia, Antártica e diferentes centros urbanos do mundo. Algumas dessas paisagens reaparecem continuamente em sua produção, reafirmando um olhar atento às delicadezas do mundo e às marcas deixadas pelo tempo.

Com curadoria de Zeca Fernandes, a mostra reúne fotografias, vídeos e diferentes núcleos visuais que percorrem desde imagens de viagens até pesquisas mais íntimas e experimentais. O projeto também conta com uma parede-instalação formada por dezenas de pequenas fotografias. Os textos presentes na exposição são de Lanussi Pasquali, Uiler Costa, Fabio Gatti, Ricardo Sena e produção artística de Gabriela Daltro.

Outro aspecto presente em “Vinte e Um” é a expansão do olhar através das tecnologias móveis. Entre celulares e drones conduzidos pelas mãos de Lu Brito, o ponto de vista é deslocado sem perder a intimidade do gesto e a dimensão humana de suas imagens. A mostra propõe uma reflexão sobre continuidade, insistência e transformação.

Obra “Not Sea”. Foto: Lu Brito
Obra “Tão Longe, Tão Perto” (2026-2019). Foto: Lu Brito
Obra “Glacier”. Foto: Lu Brito

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