Mulher empreendedora. Foto: Gustavo Fring/Pexels

O empreendedorismo tem se consolidado como principal fonte de renda para muitas mulheres na Bahia. Levantamento do Sebrae revela que 57% das mães empreendedoras baianas têm no próprio negócio sua única forma de sustento, evidenciando o peso dessas atividades na economia familiar.

A pesquisa “Maternidade e Negócios – A força das mães empreendedoras baianas” aponta ainda que 74% dessas mulheres são negras e atuam, principalmente, nos setores de serviços (52%) e comércio (34%). Para 30% das entrevistadas, empreender representa a realização de um sonho ou a possibilidade de trabalhar com o que gostam, enquanto a flexibilidade de horários aparece como fator essencial para conciliar trabalho e maternidade.

Apesar do protagonismo, os desafios são significativos. Cerca de 41% vivem com renda de até dois salários mínimos. Entre as principais dificuldades estão o acesso a assessorias especializadas (53%), a gestão financeira (35%) e a carga tributária (29%). A sobrecarga também é uma realidade: apenas 39% contam com apoio do parceiro nas tarefas domésticas e nos cuidados com os filhos.

Outro dado relevante é que 46% afirmam já ter sofrido preconceito por serem mulheres empreendedoras. A trajetória da empresária Jô Lima reflete esse cenário. Ela iniciou o negócio em casa, em Salvador, e, mesmo diante das dificuldades impostas pela maternidade, conseguiu expandir a atuação com apoio do Sebrae.

O levantamento ouviu 475 mães empreendedoras entre os dias 3 e 20 de fevereiro de 2026, com margem de erro de 5% e nível de confiança de 95%.

Pesquisa “Maternidade e Negócios – A força das mães empreendedoras baianas”. Foto: Divulgação

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