Carlos Pedreira
Carlos Pedreira. Foto: Reprodução.

O empresário baiano Carlos Nascimento Pedreira, sócio-fundador do Grupo GPS e ex-executivo da Odebrecht, morreu nesta terça-feira (22), aos 71 anos. Ele enfrentava um câncer generalizado. Natural da Bahia, ele construiu uma trajetória de destaque no setor empresarial e esteve à frente de um dos principais grupos brasileiros de serviços terceirizados e facilities, cuja história começou em Salvador, em 1962, com a Predial Higienização, empresa dedicada aos serviços de limpeza e conservação. O velório e o sepultamento acontecem nesta quarta-feira (23), em São Paulo.

Cerca de três décadas após a fundação da companhia, Carlos assumiu sua gestão e conduziu um processo de expansão que ampliou a atuação do negócio. Em 2002, convidou o empresário José Caetano de Paula Lacerda para integrar a sociedade, dando início a uma parceria que marcou uma nova fase do Grupo GPS. A empresa cresceu, diversificou suas operações e, em 2021, abriu capital na B3, passando a ser negociada sob o código GGPS3. Carlos e seus familiares mantinham participação relevante na companhia.

A relação de Carlos com grandes grupos empresariais também vinha de sua origem familiar. Ele era filho de Nilo Pedreira, que foi sócio de Norberto Odebrecht na fundação do grupo empresarial. Antes de construir sua trajetória no Grupo GPS, Carlos atuou como executivo da Odebrecht. Em 2025, seu nome apareceu na lista da Forbes de brasileiros com patrimônio superior a R$ 1 bilhão. Segundo a publicação, sua fortuna, somada à de José Caetano de Paula Lacerda, ultrapassava R$ 3,2 bilhões.

A morte do empresário repercutiu entre amigos e parceiros que conviveram com ele ao longo dos anos. O publicitário Pedro Tourinho, que participou de um projeto musical ao lado de Carlos há duas décadas, publicou uma homenagem nas redes sociais. “Há 20 anos estávamos em festa na praça Pedro Arcanjo, e hoje celebramos seu legado”, escreveu. Tourinho também definiu Carlos como “um grande mestre da alegria e da espontaneidade, do receber bem e à vontade, da paixão pela gente, do amor pelos amigos e pela família”.

A executiva Ju Ferraz também se despediu do empresário e destacou a influência que ele teve em sua trajetória profissional. Ela o definiu como “uma das pessoas mais generosas” que cruzaram seu caminho e contou que, após a morte de seu pai, Carlos a recebeu em casa e a incentivou a acreditar no próprio trabalho. Segundo Ju, ele apostou nela e em Pedro Tourinho para trabalharem na Motumbá, experiência que, nas palavras dela, foi fundamental para sua entrada no universo dos eventos.

Ao recordar a convivência com Carlos, Ju também mencionou as broncas “daquelas de quem realmente se importa” e a maneira como ele encarava a vida “com um sorriso no rosto”. Para ela, o legado do empresário permanece em sua coragem, em seu trabalho e na pessoa que se tornou.

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