Roberto Santos. Foto: Divulgação/NEOJIBA

A Orquestra NEOJIBA, sob regência de Ricardo Castro, retorna ao palco principal do Teatro Castro Alves depois de 4 anos, no dia 18 de setembro, para um concerto especial em reverência ao centenário de nascimento de Roberto Figueira Santos. Médico, político e um grande entusiasta do programa, o homenageado terá sua relação com a música lembrada em uma apresentação que reúne também o Coro Juvenil, o Coro Infantojuvenil e o Coro Comunitário do NEOJIBA.

O repertório, que foi construído a partir das memórias e preferências musicais de Roberto Santos, terá obras de Beethoven, Brahms, Mozart, Handel e Widmer. A seleção teve como ponto de partida registros presentes no livro “Reflexões sobre temas da atualidade” e diálogos com familiares do médico. Os ingressos estão disponíveis através da plataforma Sympla.

A relação com Georg Friedrich Handel também aparece nas memórias da família. Roberto Santos tinha especial apreço pelo oratório “O Messias”, que costumava ouvir todos os anos na véspera do Natal — tradição que permanece na família. No concerto, essa lembrança será representada pelo célebre Coro “Aleluia”, uma das passagens mais conhecidas do oratório, composto por Handel em 1741.

Ludwig van Beethoven ocupava um lugar de destaque entre suas preferências. No livro, Roberto Santos coloca Beethoven, ao lado de Haydn e Mozart, entre os compositores cujas obras mais lhe agradavam. A escolha para o programa foi a Fantasia Coral, Op. 80, obra que reúne piano, orquestra, solistas vocais e coro. Na apresentação, além da regência, Ricardo Castro assume o piano, ao lado da Orquestra NEOJIBA, do Coro Juvenil, do Coro Infantojuvenil e do Coro Comunitário.

O repertório inclui ainda a Abertura Acadêmica, Op. 80, de Johannes Brahms. Escrita em 1880, a obra nasceu como um agradecimento do compositor pelo título de doutor honoris causa concedido pela Universidade de Breslau e incorpora melodias estudantis em uma construção orquestral de caráter festivo. Com a Abertura Acadêmica homenageamos a importância de Roberto Santos também como Reitor da Universidade Federal da Bahia, entre 1967 e 1971.

Completando o programa, o Concerto nº 21 para Piano e Orquestra em Dó maior, K. 467, de Wolfgang Amadeus Mozart, será representado por seu segundo movimento, uma das passagens mais conhecidas da obra, marcada por seu caráter lírico e sereno. Na sequência, a Sinfonia nº 2 para pequena orquestra, de Ernst Widmer, estabelece uma conexão com a Bahia e a Universidade Federal da Bahia (UFBA).

NEOJIBA. Foto: Karol Azevedo

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