Milton Santos. Foto: Claudio Rossi

O Olodum realizará, nesta sexta-feira (28), o seminário “Milton Santos e a Geografia da Liberdade: Pelourinho, Búzios e Olodum”, como forma de celebrar o centenário de nascimento de Milton Santos (1926-2001), geógrafo baiano que se tornou um dos mais importantes intelectuais brasileiros e uma referência internacional do pensamento geográfico. O encontro acontecerá no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho, como parte da programação do ÒDEDÉ – A Varanda Cultural do Olodum.

A proposta é revisitar a atualidade de sua obra e colocá-la em diálogo com questões que atravessam a história e o presente da população negra: território, cidadania, desigualdade, memória, resistência e direito à cidade. Realizar essa reflexão no Pelourinho, um território marcado pelas contradições da história de Salvador e pela presença e resistência da população negra, torna-se parte do próprio debate proposto pelo seminário.

Às 14h, acontece a Abertura Ritual e começa a Gira de Saberes “Milton Santos e a Geografia da Liberdade: Pelourinho, Búzios e Olodum”, reunindo pesquisadores com diferentes perspectivas sobre a obra, a trajetória e o legado do intelectual baiano.

A geógrafa Profa. Dra. Flávia Grimm, que foi orientanda de Mestrado de Milton Santos, participa do encontro junto com o historiador Prof. Dr. Bruno Moreira. A mediação será realizada pela Profa. Dra. Ana Flávia Magalhães Pinto, pesquisadora das insurgências negras, da imprensa negra e das trajetórias intelectuais afro-brasileiras.

O seminário será encerrado com uma performance poético-musical da juventude da Escola Olodum, aproximando pensamento, palavra, música e ancestralidade. A programação ainda conta com uma sessão especial do Cineclube Olodum, que exibirá o documentário Encontro com Milton Santos: “O Mundo Global Visto do Lado de Cá” (2006), dirigido por Sílvio Tendler.

Ao celebrar Milton Santos no coração do Pelourinho, o ÒDEDÉ 2026 reafirma o compromisso do Olodum com a circulação do pensamento negro, a educação interétnica e antirracista, a preservação da memória e a produção de conhecimento para além dos espaços acadêmicos.

Olodum. Foto: Divulgação

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