Hotel Fasano Salvador. Foto: Reprodução Lidiane Lourenço.
Hotel Fasano Salvador. Foto: Lidiane Lourenço.

A hotelaria de Salvador encerrou o mês de abril de 2026 com uma taxa de ocupação média de 61,10%, valor que representa uma retração em comparação a abril de 2025. O mês marca o início do período historicamente mais desafiador e de menor demanda para o turismo na cidade, o segundo trimestre. O período da Semana Santa, ocorrido no início de abril, teve desempenho abaixo das expectativas do setor, enquanto o feriado prolongado de Tiradentes trouxe um impacto positivo à média mensal, com taxa de 72% de ocupação no fim de semana do feriado.

Outro destaque positivo foi o período de 14 a 16 do mês, semana em que a cidade sediou eventos importantes, a exemplo do show internacional da banda Guns N’ Roses. Com o aumento da demanda gerada pela programação, a rede hoteleira registrou ocupação próxima de 80% neste período.

A diária média mensal em abril foi de R$ 569,70, avanço de 5,5% em relação ao valor do ano anterior. Já o RevPAR (receita por apartamento disponível) atingiu R$ 348,09, o que representa uma queda de 2,3% na comparação anual. Vale ressaltar, que a média histórica de taxa de ocupação em abril é inferior a 60% na cidade, e que o resultado obtido nos dois últimos anos foi atípico e fortemente impactado por grandes congressos na área médica e eventos corporativos.

O desempenho reforça a importância do turismo de negócios e eventos para a sustentação do setor durante o segundo trimestre, compensando a retração natural do turismo de sol e praia neste período. Uma malha aérea robusta, com boa conectividade, e a manutenção de agenda de promoção do destino também são fundamentais.

“Como já observado em anos anteriores, Salvador tem uma redução do fluxo turístico de lazer ao longo do segundo trimestre do ano, e por isso, o setor de eventos e congressos desempenha um papel crucial para manter os níveis de atividade da hotelaria neste período mais desafiador. Quando falamos em eventos, é importante destacar que não se trata apenas de congressos e encontros corporativos, mas também de eventos esportivos, religiosos, culturais e de outras áreas, que possuem grande potencial para atrair fluxo turístico para a cidade”, afirmou Wilson Spagnol, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Seção Bahia – ABIH-BA.

Os dados são fruto da Pesquisa Conjuntural de Desempenho (Taxinfo), uma realização da ABIH, e do Portal Cesta Competitiva.

Fachada do Fera Palace Hotel. Foto: Divulgação/Fera

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