
Monumentos históricos de Salvador estão passando por um amplo processo de restauração que envolve técnicas especiais de limpeza, conservação e proteção das peças. Entre os principais patrimônios contemplados está o monumento ao Dois de Julho, localizado no Campo Grande, um dos símbolos mais importantes da história baiana.
O trabalho é conduzido pelo restaurador José Dirson Argolo, professor aposentado da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, que atua há cerca de 30 anos na recuperação de monumentos públicos da capital. Segundo o especialista, o processo inclui limpeza química em esculturas de bronze e mármore, além da utilização de microesferas de vidro, técnica italiana aplicada para remover oxidação sem comprometer as estruturas originais.
Após a higienização, as peças recebem uma camada de proteção com verniz especial à base de Paraloid B72, uma resina acrílica importada utilizada para preservar o bronze contra os efeitos da salinidade e da umidade características de Salvador. O serviço também contempla remoção de vegetação, recuperação de luminárias, gradis e rejuntes deteriorados pelo tempo.
Além da ação climática, o vandalismo e os furtos seguem entre os principais desafios enfrentados pelos responsáveis pela conservação do patrimônio histórico da cidade. Segundo os restauradores, diversas peças já precisaram ser substituídas após danos causados por depredação.
As intervenções fazem parte de um conjunto de iniciativas voltadas à preservação da memória e da identidade cultural de Salvador, que também inclui obras de requalificação em prédios históricos, fachadas e espaços culturais do Centro Histórico da capital baiana.

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