Grupo Alafin Oyó. Foto: Ingrid Veloso

O Centro Histórico de Salvador será palco da primeira edição do NZO OLORIN – Festival de Música de Terreiro, que acontecerá entre os dias 1º e 3 de julho em diversos espaços culturais. O evento vai atrair artistas, grupos e coletivos de tradições de matriz africana de diversas regiões do país para apresentações musicais, oficinas e seminários. A iniciativa busca valorizar a musicalidade dos povos de terreiro, ampliar a visibilidade de seus saberes e tradições e promover o enfrentamento ao racismo religioso.

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, deve estar na abertura do evento, que acontece no dia 1⁰, às 17h30, no Largo Quincas Berro D’Água. O momento contará com apresentações do Grupo Alafin Oyó (PE), Pai Alfredo (RS), Grupo Coletivo Cultural Bariri (MA) e Pradarrum – Ogan Gabi Guedes (BA). Além dos shows, a programação inclui debates sobre patrimônio cultural afro-brasileiro, juventude negra, economia criativa e preservação dos saberes ancestrais.

O evento estará distribuído no Espaço Cultural da Barroquinha, na Escola de Dança da FUNCEB, na Casa da Igualdade Racial, no Largo Tereza Batista, no Largo Quincas Berro D’Água e na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba. As inscrições para oficinas e painéis podem ser feitas através da plataforma Sympla. O acesso às apresentações é livre.

Ao todo, o festival reunirá 15 atrações de comunidades tradicionais das cinco regiões do país e deve receber cerca de 5 mil pessoas durante os três dias de atividades. O evento terá momento de discussão da patrimonialização da música, além de homenagens a alabês, xicarangomas e runtós, responsáveis pela preservação dos cânticos e ritmos de tradições de matriz africana.

Grupo Alafin Oyó. Foto: Arthur Mota

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