Jair Bolsonaro. Foto: Adriano Machado/Reuters

Jair Bolsonaro poderá ser acompanhado por seus advogados durante seu depoimento previsto para esta terça-feira (23), no inquérito que apura o caso da arma de fogo, registrada no nome do ex-presidente, que foi encontrada com um de seus seguranças. A autorização da presença da defesa foi feita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A oitiva está marcada para às 15h e será realizada na residência do ex-presidente, em Brasília, à Polícia Civil.

A arma foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente. A defesa de Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente é proprietário da arma e afirmou que ele não está proibido de a manter em casa.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.

Jair Bolsonaro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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