Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert

Nova York recebe líderes mundiais, nesta terça-feira (22), durante a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que traz como tema “Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação”. Em seu 10º discurso consecutivo de abertura do debate geral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a entidade vive seu momento mais crítico desde 2003, principalmente no que tange evitar conflitos globais.

Movido pelo sentimento da “indignação”, Lula ainda disparou que a organização comandada por António Guterres está perdendo sua credibilidade, assim como, o Conselho de Segurança. “A capacidade da ONU de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exércitos nem arsenais, nunca foi tão pequena”, disse.

Em outro momento, o chefe do Executivo brasileiro defendeu a soberania do Brasil e dos países da América Latina. Segundo ele, a região sofre tentativas de influência estrangeira sobre processos políticos nacionais, após anos de trabalho para consolidar regimes democráticos.

“Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou Lula.

Candidato à reeleição à Presidência, ele expôs que é necessário parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento entre países: “Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para uma maior integração entre vizinhos. Os países da região reconheceram os horrores dos regimes de exceção. Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular”.

Ao tratar da segurança pública, o presidente brasileiro defendeu que o enfrentamento ao crime deve ocorrer por meio da cooperação entre governos, e não por ações militares externas. Ele ainda revelou que o Brasil apresentou aos Estados Unidos uma proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro realizada por criminosos brasileiros no exterior.

“Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas; precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado”, completou.

Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert

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