Espetáculo “O Balé Que Você Não Vê”. Foto: NANDO ESPINOSA

Após rodar o país com a montagem “O Balé Que Você Não Vê”, o Balé Folclórico da Bahia volta a apresentar o espetáculo em Salvador, nos dias 21 e 22 de novembro, na sala principal do Teatro Castro Alves. No palco, o conjunto de dança afro-baiana apresentará três coreografias concebidas especialmente para esta produção: Bolero, de Carlos DurvalOkan, de Nildinha Fonseca; e 2-3-8, de Slim Mello, além de exibir o repertório clássico do grupo, com Afixirê, uma coreografia de Rosângela Silvestre reconhecida internacionalmente.

A montagem é fruto da resistência e da resiliência do BFB, enquanto homenageia o Mês da Consciência Negra. Inspirado na luta diária de uma companhia profissional para se manter ativa, o espetáculo teve sua estreia mundial em novembro de 2022, em Salvador, no TCA, após mais de dois anos sem se apresentar por causa da pandemia de COVID-19.

“Novembro é um mês para celebrar a cultura afro-brasileira e a luta antirracismo e o Balé Folclórico da Bahia é um importante representante dessa cultura no Brasil e no exterior, além de ser uma companhia com histórico de resistência, então, vamos levar nossa arte para o palco e reverenciar a memória de Zumbi dos Palmares, nossas lutas, nossa ancestralidade e a cultura afro-baiana”, destaca Vavá Botelho, diretor geral e fundador da companhia.

A manutenção da qualidade artística do BFB demanda um esforço contínuo. Além da imersão na dança, música, capoeira, canto e teatro, os bailarinos do BFB recebem preparação em dança clássica, moderna e contemporânea, evidenciando a amplitude de sua formação.

A Bahia, com sua efervescência de manifestações populares, é a principal fonte de inspiração para as pesquisas do grupo, que legitima o folclore baiano em suas coreografias. “O nosso grande objetivo é a educação. Meu princípio é que cada pessoa faz seu caminho. No Balé, há pessoas de todas as faixas etárias e de todas as classes sociais. A partir do momento que alguém entra por nossa porta, deixa fora um monte de estigma”, afirma Zebrinha, diretor artístico.

Espetáculo “O Balé Que Você Não Vê”. Foto: NANDO ESPINOSA

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