Deco Lipe. Foto: Ana Reis

Após cuidar da curadoria da Vila Literária na Flipelô, o escritor baiano Deco Lipe continua conquistando espaços no circuito literário baiano e nacional, a partir de sua produção autoral e iniciativas voltadas à formação de leitores. Entre os dias 4 e 13 de setembro ele estará em uma nova praça ao participar na Bienal do Livro de São Paulo 2026.

O escritor será convidado de quatro atividades da programação como autor e mediador, além de levar ao evento a coletânea “Onde Salvador Floresce”, da qual é organizador ao lado de Anderson Shon. A série reúne diferentes olhares sobre Salvador a partir da produção de 9 escritores e ilustradores baianos que se encontram para escrever narrativas usando seus bairros de origem como cenário. O resultado são contos que trazem uma capital com vivências reais, fantásticas e cotidianas.

“Eu acredito que a produção literária baiana tem sido cada vez mais importante e significativa. É sobre demonstrar a potencialidade que a gente tem na Bahia para além dos grandes nomes e das grandes estruturas, ocupando novos espaços e conquistando novos lugares. Tem muita gente produzindo literatura de qualidade, e é importante que essa produção circule pelo estado e pelo Brasil”, afirma Deco.

Na programação da Bienal de SP, Deco será mediador no painel “Coração em volume máximo”, com Paula Pimenta e Mih Tanino, além de integrar a mesa “As histórias que moldam o Brasil”, ao lado de Kiusam de Oliveira, Anderson Shon, Daniel Munduruku e Lu Ain-Zaila. Ele ainda participa do Skeelo Talks, numa conversa sobre “Corpo e identidade LGBTQIAP+ na literatura”, com Arquelana e Bruno Freire, e da leitura de textos no estande da Secretaria de Cultura de São Paulo.

Novas páginas na trajetória

A presença de Deco Lipe nas festas literárias vem sendo fortalecida ao longo dos últimos anos, especialmente como curador dos principais eventos do estado como FLIPELÔ, Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) e Bienal do Livro da Bahia. O escritor também já passou por Bienais do Livro em outros estados como Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Como curador, também tem se destacado na missão de incluir os quadrinhos na programação do circuito literário baiano. Neste ano, ele integrou a programação da Festa Literária de Mucugê (Fligê) e da Festa Literária de Feira de Santana (FliFS).

Para Deco, a curadoria é uma extensão do trabalho artístico e uma possibilidade de ampliar os caminhos de circulação da literatura.“Quando penso em curadoria, penso em assuntos, temáticas e, principalmente, em como tratar as pessoas como eu gostaria de ser tratado. Existe um cuidado com quem faz e com quem ocupa esses lugares de programação”, explica.

Deco Lipe. Foto: Caio Lírio

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