Larissa Luz
Larissa Luz. Foto: Diêgo Silva.

A cantora, compositora, atriz e apresentadora baiana Larissa Luz chamou atenção para os limites éticos do uso da inteligência artificial durante a mesa “Engaja-me, ou bloqueio-te”, realizada nesta quinta-feira (5), na 14ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA), na Tenda Paraguaçu. Ao lado de Walter Porto e com mediação de Daniela Galdino, a artista destacou que a tecnologia reproduz conteúdos e narrativas já existentes, podendo perpetuar padrões hegemônicos e invisibilizar grupos historicamente marginalizados. “Como as nossas histórias e as nossas coisas não estão, elas continuam não estando dentro desse universo. E quanto menos a gente está no mundo, menos a gente vai sendo retratada e da forma como a gente gostaria que fosse”, afirmou.

Larissa também compartilhou experiências com a ferramenta em produções audiovisuais, reconhecendo seu potencial criativo, mas defendendo critérios para sua utilização. A artista ressaltou especialmente os riscos de manipulação de imagens e de reprodução de estereótipos relacionados a mulheres negras. “Não acho legal criar um rosto, por exemplo, de alguém e colocar uma pessoa que não existe”, pontuou. Para a baiana, a sociedade precisa participar ativamente da construção de regras para o uso da tecnologia. “Acho que é a gente não ficar esperando as coisas se resolverem, a gente precisa realmente participar da resolução”, concluiu.

Larissa com Marielson Carvalho, Daniela Galdinho, Walter Porto e Tarsilla Alvarindo
Larissa com Marielson Carvalho, Daniela Galdinho, Walter Porto e Tarsilla Alvarindo. Foto: Diêgo Silva.

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