
Em documento enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira (21), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que aceitará o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amplie o alcance do levantamento de seus sigilos.
O candidato do Partido Liberal exige que o atual presidente também divulgue os dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, e os sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula. Outras condições também estão inclusas no texto.
Na última terça-feira (20), Lula autorizou a divulgação de seus dados pessoais, desde que seu adversário também faça o mesmo. Em reação ao pedido do petista, Flávio classificou como uma “verdadeira aberração jurídica”, justificando que ele poderia divulgar os extratos sem enviar o caso ao TSE. A movimentação acontece após o debate realizado pela TV Band, quando o senador desafiou o candidato à reeleição a abrir informações.
Segundo Lula, a divulgação das informações é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar. No documento, o presidente ainda colocou à disposição da Justiça os sigilos da primeira-dama, Janja Lula da Silva, e de seus cinco filhos: Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Claudio Lula da Silva.
O texto encaminhado pelo petista lista apenas uma pessoa jurídica vinculada a Lula – a L.I.L.S. PALESTRAS, EVENTOS E PUBLICAÇÕES LTDA –, enquanto elenca cinco pessoas jurídicas que teriam ligações com Flávio, incluindo uma offshore. O sigilo só cairá caso Flávio Bolsonaro faça o mesmo em relação a si, à esposa Fernanda, aos pais — o ex-presidente Jair Bolsonaro e a suplente de deputada federal Rogéria Bolsonaro (PL-RJ) — e aos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan.

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