Zuenir Ventura. Foto: Alice Vergueiro/Abraji

O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, no Rio de Janeiro. Membro da Academia Brasileira de Letras, ele estava em casa e, segundo informações divulgadas pela família, morreu em decorrência de pneumonia.

Nascido em Além Paraíba, em Minas Gerais, Zuenir construiu uma carreira de mais de seis décadas no jornalismo, com passagens por veículos como Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e O Globo. Também atuou como professor universitário e se destacou pelo trabalho de reportagem e pelo jornalismo literário.

Entre suas obras mais conhecidas está 1968: O Ano que Não Terminou, lançado em 1988, no qual revisitou acontecimentos políticos e culturais que marcaram a juventude brasileira durante a ditadura militar. Outro livro de destaque foi Cidade Partida, publicado em 1994, resultado de uma investigação sobre a violência no Rio de Janeiro.

Zuenir também ficou marcado por reportagens sobre a Amazônia e o assassinato do seringueiro e ambientalista Chico Mendes. O trabalho realizado na região deu origem ao livro Chico Mendes – Crime e Castigo e rendeu ao jornalista os prêmios Esso e Vladimir Herzog.

Ele foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2014, na sucessão de Ariano Suassuna, e tomou posse em março de 2015 como ocupante da cadeira 32. Em 2026, ano em que completou 95 anos, sua trajetória foi retratada no documentário Mestre Zu, dirigido por Zelito Viana. Zuenir Ventura deixa a mulher, Mary Akiersztein, dois filhos e dois netos.

Luto
Luto. Foto: Reprodução.

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