
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia, através de uma minuta de resolução, a desativação de canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores nas proximidades do segundo turno. Caso aprovada pelo plenário da casa, a ação bloquearia os meios 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao encontro às urnas neste domingo (25).
Em nota à imprensa, o gabinete do ministro do STF, André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral, afirmou que a medida não tem motivação pessoal e que o texto foi redigido a partir de consenso interno. O autor ainda garante que os critérios valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, de qualquer que seja o candidato.
O texto da minuta aplica as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas. “O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.
A determinação, caso seja aprovada, pode impactar diretamente em canais destinados a apoiar os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O “Exército do Lula” passou a marca de 7 milhões de inscritos, enquanto a “Tropa do Flávio” ultrapassou de 2 milhões de seguidores.
Ambos os canais contam com mensagens, orientações, ideias de conteúdos a serem compartilhados nas redes, hashtags e informações sobre a campanha. Os administradores mobilizam eleitores em atos e apoio no segundo turno.

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