Nunes Marques. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, atendeu a um pedido protocolado pela campanha do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e cedeu um prazo de 24h para a Meta apresentar um relatório técnico sobre o canal “Exército do Lula”. A medida vale a partir desta quinta-feira (23).

O texto alega que há indícios de que as redes operadas pela empresa não estariam cumprindo o plano de conformidade entregue ao TSE para garantir a integridade do processo eleitoral. Os advogados citaram na ação enviada ao Tribunal que a Meta não indicou os critérios adotados para concluir pela ausência de indícios e informações sobre o período temporal que teria sido examinado.

Com isso, a empresa vai realizar uma nova averiguação e apresentar informações sobre o suposto comportamento coordenado entre contas e canais, padrões de engajamento, rastreabilidade de conteúdos, análise de atividades publicitárias, entre outros dados.

Criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal no WhatsApp conta com mensagens, orientações, ideias de conteúdos a serem compartilhados nas redes, hashtags e informações sobre a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo já ultrapassou à marca de 5 milhões de seguidores.

Vai e volta no TSE

O “Exército do Lula” foi alvo de uma disputa de liminares e chegou a ser suspenso pelo ministro Nunes Marques, no dia 11 de outubro. No entanto, a decisão foi derrubada horas depois pelo corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que recolocou a página no ar.

Dias depois, o presidente do TSE afirmou que a não comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral era suficiente para suspender o canal novamente. Apesar disso, no dia 14 de outubro a campanha de Lula registrou o canal na Corte Eleitoral e o grupo voltou ao ar.

Ainda nesta quinta-feira (23), Nunes Marques determinou o arquivamento do processo que tratou do registro do canal. O TSE aprovou uma resolução para estabelecer que o registro de canais ligados às campanhas deve ser efetivado, assim como sites na internet e perfis nas redes sociais dos candidatos.

Canal “Exército do Lula”. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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