
Em fevereiro, o Nordeste registrou 1.169.366 empresas inadimplentes e um total de 6.039.402 dívidas negativadas na região, que somaram R$ 17,6 bilhões no período. Entre os estados nordestinos, a Bahia concentrou o maior número de empresas negativadas, com 324.175 CNPJs inadimplentes. O estado também apresentou a maior quantidade de dívidas negativadas (1.628.643) e de quantia total (R$ 4.233.371.804). Em comparação com os demais estados brasileiros, a Bahia assumiu a 8ª colocação. Os dados são do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, divulgados nesta terça-feira (28).
Os baianos são acompanhados por Pernambuco (211.014) e Ceará (185.396) no ranking. Entre os estados da região, o Rio Grande do Norte apresentou o maior ticket médio das dívidas (R$ 3.337,11), enquanto Pernambuco registrou a maior dívida média por empresa (R$ 15.154,48). De forma geral, a inadimplência entre as empresas voltou a subir em fevereiro de 2026 e atingiu mais de 8,8 milhões de CNPJs no Brasil. O resultado representa leve alta em relação a janeiro, mantendo o indicador em um patamar próximo à máxima histórica registrada em dezembro de 2025.
Cenário nacional
O setor de “Serviços” concentrou 55,4% das empresas negativadas em fevereiro. Na sequência aparecem “Comércio” (32,6%), Indústria (8,1%) e o setor “Primário” (0,9%). “A maior concentração da inadimplência no setor de Serviços está alinhada à sua relevância estrutural na economia brasileira. O segmento responde por cerca de dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) do país e concentra a maior parte das empresas formalmente ativas, o que torna natural sua maior participação no total de empresas negativadas”, explica a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack.
Em relação a origem das dívidas, o maior peso ficou com “Serviços” (31,5%), seguido por “Bancos/Cartões” (19,5%). “As dívidas inadimplidas associadas a empresas do setor de serviços estão, em geral, relacionadas a compromissos com fornecedores e a despesas operacionais necessárias à manutenção da atividade. Já a elevada participação de bancos e cartões como origem das dívidas reflete o uso recorrente de crédito e instrumentos financeiros pelas empresas para gestão do capital de giro”, afirma Abdelmalack.
As micro e pequenas empresas seguiram como maioria expressiva da inadimplência no país, com 8,4 milhões CNPJs negativados em fevereiro de 2026. O grupo concentrou 55,1 milhões de dívidas e R$ 178,61 bilhões em débitos. Esse porte representou 95,2% das empresas inadimplentes, 90,8% das dívidas e 87,3% do valor total devido. Em média, cada micro e pequena empresa acumulou 6,6 contas em atraso, com dívida média de R$ 21.294,91 e ticket médio de R$ 3.240,04.

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